Remake de O Rei Leão mostra o quanto você amadureceu

Responsável por moldar o caráter de gerações – desde o lançamento da animação clássica, no ano de 1994 –, O Rei Leão (The Lion King, EUA, 2019) volta a rugir nos cinemas nesta quinta-feira (18/07), mas, agora, em “live-action” (ou, mais precisamente, uma animação filmada com técnicas ultrarrealistas. Com direção de Jon Favreau (Mogli: O Menino Lobo), o longa reconta icônica história de Simba, um leãozinho destinado à realeza, que precisa superar traumas e derrotar seu tio e déspota, Scar. Tudo bem, o resto todos já sabem. A diferença aqui? Você.

Para quem assistiu ao desenho em VHS, O Rei Leão parecia ser sobre a odisseia de jovem protagonista que vê seu pai, Mufasa, falecer tragicamente durante a debandada de antílopes. Uma ferida aberta na infância de todo mundo, o filme nos fez sentir dó de Simba por décadas. No entanto, aproximadamente após 25 anos – e toda uma vivência de mundo –, conseguimos ver com clareza que este sempre foi um conto sobre a naturalidade do ciclo da vida e morte, que, com sua beleza bruta, costuma funcionar de forma severa por vezes severa demais.

Mufasa explica a Simba que o mundo funciona sob um delicado equilíbrio. (Foto: Disney)

Como já entendemos a mensagem do longa, é a hora de falar sobre outro destaque: a dublagem. Além de garantir o retorno de James Earl Jones de como Mufasa, a Disney traz as poderosas vozes de Donald Glover (Atlanta) e Beyoncé (Dreamgirls: Em Busca de um Sonho), respectivamente, como as versões adultas de Simba e Nala. Dignos de méritos iguais, os atores JD McCrary (Agente K.C.), como o pequeno Simba, e Chiwetel Ejiofor (Doutor Estranho), intérprete do vilão Scar, são responsáveis por tornar o remake cativante e envolvente.

A nostalgia fica por conta do reencontro com os personagens importantes na animação. Membros do conselho real, o pássaro calau Zazu (John Oliver, de O Parque dos Sonhos) e Rafiki (John Kani, de Pantera Negra) dão as caras, porém, – adivinhem só –, quem rouba a cena de verdade são o suricato Timão (Billy Eichner, de Parks and Recreation) e o javali Pumba (Seth Rogen, de É o Fim). Discretas, as hienas Shenzi (Florence Kasumba, de Mulher-Maravilha), Azizi (Eric André, de Os Estagiários) e Kamari (Keegan-Michael Key, de Toy Story 4) marcam presença.

Simba descobre um novo lema de vida quando é adotado por Timão e Pumba. (Foto: Disney)

Um show à parte, a trilha sonora – disponível no Spotify – conta com o talento Donald Glover (conhecido como o rapper Childish Gambino) e Beyoncé para dar nova cara e potência para as canções mais icônicas de O Rei Leão, que ainda nos faz sorrir como nos anos 1990 com interpretações muito divertidas de “I Just Can’t Wait to Be King”, “Hakuna Matata” e “The Lion Sleeps Tonight”.

Atemporal, O Rei Leão emociona em seus pontos chaves e, ao mesmo tempo, nos faz refletir sobre o quanto estamos caminhando nesse ciclo que é a vida.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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