Valerian e a Cidade dos Mil Planetas impressiona pelo visual, mas falta clímax

Do diretor visionário Luc Besson (O Quinto Elemento), a superprodução Valerian e a Cidade dos Mil Planetas chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10/08) como um dos filmes mais esperados do ano – afinal, o título entra para a lista dos 10 longas com mais efeitos visuais da história. Adaptação da série de HQs escrita por Pierre Christin e ilustrada por Jean-Claude Mézières, a obra lançada pela Diamond Films é estrelada por Dane DeHaan (A Cura) e Cara Delevingne (Esquadrão Suicida) e apresenta uma refinada aventura intergaláctica.

Canastrão, Valerian sabe que não seria nada sem Laureline e tenta conquistar a moça. (Foto: Diamond Films)

Situada no distante ano de 2740 – quando a humanidade e cerca de outras 236 espécies já se estabeleceram no espaço, na cidade de Alpha –, a história começa com uma grande armação para encobrir a aniquilação do planeta dos Pearls, uma raça pacífica e humanoide, portadora dos chamados conversor Mül (animais capazes de replicar qualquer material em segundos). Numa conspiração de escala universal, os agentes Valerian (DeHaan) e Laureline (Delevingne) encontram o último conversor, mas logo descobrem que não são os únicos atrás dele.

Os Doghan Daguis estão sempre tentando vender informações. (Foto: Diamond Films)

Complexo em cada detalhe (e são vários), Valerian e a Cidade dos Mil Planetas mostra como a corrupção e o ódio se faz presente em qualquer civilização, até mesmo numa comunidade construída por seres de todos os recantos da galáxia. Deste modo, Valerian e Laureline precisam proteger um dos itens mais desejados do cosmo enquanto investigam quais forças têm se movimentado para conquista-lo, em relações bastante difíceis com o Ministro de Defesa (Herbie Hancock, de Código de Assassinos) e o Comandante Arun Filitt (Clive Owen, de Filhos da Esperança).

O Comandante Arun Filitt simboliza os principais defeitos do homem. (Foto: Diamond Films)

Sendo uma das inspirações de George Lucas na criação de Guerra nas Estrelas, a produção exibe conceitos sociais e políticos vistos nas sagas de Star Wars e Star Trek, assim como cenas de ação, criaturas e paisagens que remetem a outros clássicos do gênero de ficção científica. Outro aspecto interessante do filme é o relacionamento entre Valerian, um canastrão mulherengo, e Laureline, uma mulher íntegra que preza o matrimônio. Para provar que é digno do amor da jovem, o protagonista deve superar seus  muitos desvios de caráter.

A rainha do pop Rihanna dá vida à performista transmorfa Bubble. (Foto: Diamond Films)

Uma experiência visual impressionante – especialmente em 3D –, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas conta com uma cena de abertura belíssima, boas performances dedicadas do elenco – que ainda inclui Rihanna e Ethan Hawke (Boyhood: Da Infância à Juventude) e trilha sonora requintada (ouça), além de estabelecer um folclore riquíssimo. Porém, o longa carece de momentos mais eletrizantes.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado) em 2013 e fundador do Boletim Nerd. Realizou a cobertura da CCXP, Brasil Game Show e Campus Party e do lançamento de Logan, Mulher-Maravilha e Homem-Aranha: De Volta ao Lar.

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