Star Wars: The Bad Batch “joga simples” para agradar fãs

Carlos Bazela
Star Wars: The Bad Batch “joga simples” para agradar fãs

O Disney+ tem sido a realização de um sonho para os fãs de Star Wars. Além da temporada final de Clone Wars e os dois volumes de The Mandalorian (saiba mais), o serviço de streaming acaba de concluir o 1º ano de The Bad Batch, animação totalmente original da plataforma e sequência direta da série que acompanha os passos de Anakin Skywalker. Ambientada nos primeiros anos do Império, a história é centrada na Força Tarefa 99, equipe de clones que se recusa a seguir a Ordem 66, que demandava a morte dos cavaleiros Jedi, os quais haviam sido criados para proteger nas Guerras Clônicas.

The Bad Batch (ou “O Lote Ruim”, em tradução livre), acompanha 5 clones (dublados por Dee Bradley Baker, de American Dad, com nuances diferentes de voz): Hunter, Echo, Wrecker, Tech e Crosshair. Em comum, os soldados têm o fato de serem portadores de algum defeito ou anomalia, que acabou explorada pelos engenheiros do planeta Kamino para conferir habilidades especiais.

Hunter, líder do grupo, tem sentidos aguçados para rastrear; Wrecker se destaca pelo tamanho e força física; Tech, pela inteligência; e Crosshair pela pontaria excepcional. Já Echo foi transformado num ciborgue depois de sobreviver a uma explosão. Há também a menina Omega (Michelle Ang, de Vegas), que vivia como assistente de Nala Se (Gwendoline Yeo, de volta ao papel de Clone Wars) em Kamino, planeta que é a fábrica de clones fornecidos anteriormente para a República.

Clones de aluguel

Em fuga pela galáxia dominada e sem saber direito até onde o poder do Império se estende, “Os Malfeitos” (como a dublagem se refere ao bando) acabam encontrando refúgio e trabalho no bar de Cid (Rhea Perlman, de Projeto Mindy), no planeta Ord Mantell. Aliás, é a figura da aspirante a mafiosa que faz a série girar, uma vez que boa parte dos episódios de The Bad Batch gira em torno de completar alguma missão passada por ela.

Há ainda o link com The Mandalorian, pois, vez ou outra, o grupo de soldados clones precisa tirar Omega da mira da caçadora de recompensas Fennec Shand (Ming-Na Wen, de Agents of S.H.I.E.L.D.). E, como trama paralela, seguimos a derrocada de Crosshair, o único dos Malfeitos que ficou ao lado do Império. Durante todo o primeiro ano, o espectador oscila em acreditar que ele o fez apenas por não conseguir remover o chip de controle mental, como fizeram seus  antigos companheiros ou se foi realmente a escolha do franco-atirador.

Fan service sob medida

Em time que está ganhando não se mexe”. Se há uma premissa que a Disney está seguindo à risca com SW, é essa. Não que a Casa do Mickey seja avessa à novidades para o universo de George Lucas, como a inserção de Grogu em The Mandalorian. Contudo, aqui, a impressão de que algumas ideias foram deixadas de lado para não comprometer a fidelidade dos fãs chega a ser sensível.

Os episódios funcionam bem como arcos fechados e, se passasse na TV, poderia fisgar tranquilamente alguém que ainda não estava acompanhando a série desde o começo. Mas, é preciso alinhar um pouco as expectativas antes de embarcar nas aventuras dos Malfeitos. Mesmo que os primeiros episódios sugiram contextualização do início da tomada de poder pelo Império Galáctico, a trama foca nas aventuras do grupo e acaba deixando a parte política em segundo plano. O mesmo acontece com o Omega. Muito se fala sobre o quanto a clone é especial e sobre suas aptidões, mas isso fica no limbo a partir de certo ponto da temporada.

The Bad Batch foi oficialmente renovada para a 2ª temporada, que chega em 2022. Assim, ainda que seja feita sob medida para agradar aos fãs, resta esperar que a série ouse mais na narrativa. Principalmente no final da temporada, com Nala Se e seus futuros trabalhos, que têm tudo a ver com A Ascensão Skywalker.

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