Star Wars: A Ascensão Skywalker oferece desfecho eletrizante à saga

Em 19 de dezembro nos cinemas, a nova trilogia de Guerra nas Estrelas se conclui. Depois da retomada da franquia com Star Wars: O Despertar da Força (2015) e embaralhar bem as coisas com Star Wars: Os Últimos Jedi (2017), J.J. Abrams reassume a direção após a obra controversa obra de Rian Johnson para nos apresentar o destino de Rey (Daisy Ridley, de Assassinato no Expresso do Oriente), Finn (John Boyega, de Círculo de Fogo: A Revolta), Poe Dameron (Oscar Isaac, de X-Men: Apocalipse) e Kylo Ren (Adam Driver, de História de um Casamento).

No roteiro assinado por Abrams e Chris Terrio (Liga da Justiça), o equilíbrio entre o bem e o mal está mais ameaçado do que nunca quando Kylo Ren encontra uma mensagem de Palpatine (novamente vivido por Ian McDiarmid, aos 75 anos), aliando-se ao antigo Imperador e Lorde Sith, no intuito de conquistar uma nova frota de espaçonaves – upgrade esse que transformaria a Primeira Ordem na “Ordem Final”. Porém, quando tais planos chegam aos ouvidos da Resistência, inicia-se uma grande corrida pela localização do esconderijo de Darth Sidious.

Rey e Kylo Ren seguem em jornada para entender suas origens e lugar no equilíbrio da Força. (Foto: Lucasfilm)

Em 2h21 de duração, o longa lançado pela Lucasfilm se concentra no conflito sobre quem irá ocupar o trono dos Sith depois do outrora Chanceler. Será Kylo Ren seu substituto natural? Ou, quem sabe, numa reviravolta, Rey abrace o lado sombrio da Força? Seriam ambos como um casal? Sim, estas são possibilidades trabalhadas por Star Wars: A Ascensão Skywalker – embora, como fizeram os trailers, nós não entregaremos nada sobre essa parte da história. Fato é que Rey e Kylo Ren são provados ao limite de sua fé para descobrirem seu lugar no universo.

À medida que poucos personagens da Primeira Ordem são dignos de nota, o nono episódio da saga explora as tensões vividas pelos rebeldes. Em sua despedida, Leia Organa (recriada digitalmente após o falecimento de Carrie Fisher em 2016) já não demonstra o vigor de antes, porém, segue como símbolo de esperança. Enquanto isso, o ex-stormtrooper Finn participa como a bússola moral da equipe, demonstrando fibra para servir à Resistência e compaixão para cuidar dos amigos. Com mais destaque, o piloto Poe Dameron exerce enérgica liderança.

Poe Dameron se consolida como uma força a ser seguida dentre a Resistência. (Foto: Lucasfilm)

Marca deste capítulo final, cada personagem importante da nova geração de Star Wars recebe bom tempo em cena e desenvolvimento de seus arcos, iniciados em 2015. Além disso, surge espaço para a prestação de homenagens a figuras icônicas para a franquia anteriormente, como Han Solo (Harrison Ford), Luke Skywalker (Mark Hamill) e Lando Calrissian (Billy Dee Williams) – este último inserido ativamente na aventura. Tratando com carinho o legado de George Lucas, “A Ascensão Skywalker” busca atender e agradar fãs das mais variadas idades.

Sem gancho para uma sequência imediata ou cenas pós-créditos, o filme é construído sobre fortes emoções e entrega um desfecho eletrizante – e muito digno para a saga –, fazendo perceptíveis correções sobre seu antecessor.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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