O Mundo Sombrio de Sabrina termina com questões pendentes e nostalgia

O Mundo Sombrio de Sabrina termina com questões pendentes e nostalgia

Lançada em 31 de janeiro de 2020 na Netflix, a quarta temporada de O Mundo Sombrio de Sabrina veio com a tarefa de encerrar as desventuras da bruxinha mais querida do streaming. Porém, ao repetir e amplificar a fórmula do ano anterior – que consiste em uma série de desafios –, sobrou pouco tempo para dar um final digno e completo para as personagens inspiradas nas histórias em quadrinhos da Archie Comics, casa de Riverdale e Katy Keene.

Como visto na temporada anterior, em que houve a derrota dos pagãos, libertação de Lúcifer e a criação de duas Sabrinas (Kiernan Shipka, de Deixe a Neve Cair) – a Spellman para residir no mundo dos mortais e a Estrela da Manhã para governar o inferno –, Faustus Blackwood (Richard Coyle, de Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo) abriu o misterioso ovo do tempo e liberou os chamados “Terrores do Vazio”, que levarão a Terra a uma nova era de trevas.

Na prática, tais terrores são personificados por sinistros visitantes que aparecer para testar e matar os habitantes da atribulada cidadezinha de Greendale, em especial as bruxas da Ordem de Hécate, novo coven criado por Zelda Spellman (Miranda Otto, de Guerra dos Mundos).

Catástrofe no tempo e espaço

Na trama complicada e cheia de lacunas, a existência de duas Sabrinas e o contato entre elas ajudou a antecipar o fim do mundo promovido pelo Vazio, com a junção de outro universo ao que a série apresentou inicialmente, além do rompimento das divisões entre os reinos da Terra e do inferno. Para evitar o fim do mundo, Sabrina Spellman precisa derrotar cada um dos oito terrores enviados a Greendale.

Neste aspecto do enredo, a temporada demora para engrenar e, quando avança, chega um final bastante de difícil de digerir… Especialmente por se tratar da conclusão de O Mundo Sombrio de Sabrina.

Homenagens ao passado

Embora deixe um gosto amargo para os fãs, a temporada acerta em pelo menos um ponto. Em seus episódios derradeiros, o seriado envia Sabrina Estrela da Manhã para uma realidade paralela que simula as dinâmicas de uma sitcom. Nesse universo alternativo, os mais antigos podem reencontrar Beth Broderick e Caroline Rhea, respectivamente, as intérpretes de Zelda e Hilda no programa de TV de 1996.

Gerações das tias de Sabrina se encontram no final da série da Netflix. (Foto: Diyah Pera)

Nesta dimensão, há também uma versão falante do gato Salem, como aquele que divertia o telespectador naqueles tempos de Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira. Um alento antes do adeus.

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