Sessão Retrô: O Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo (2010)

Parece difícil de acreditar, mas até mesmo a Walt Disney Studios tem filmes que não emplacam como o esperado.

O Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo (2010) é um filme baseado no game de Jordan Mechner e tem a direção do inglês Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo). Planejado para ser um sucesso como Piratas do Caribe, o longa protagonizado por Jake Gyllenhaal (Homem Aranha: Longe de Casa) não chegou nem perto de alcançar a repercussão de Jack Sparrow nas telonas. Porém, apesar desse fracasso monetário, o filme entrega bem o que tinha como proposta: grandes cenas de lutas, muito parkour, romance, perseguição, tiradas cômicas e aventura.

Na trama, Dastan (Gyllenhaal) é um jovem príncipe que auxilia o irmão a invadir uma cidade sagrada. Lá, ele encontra uma estranha adaga, que decide guardar. Tamina (Gemma Arterton, de João e Maria: Caçadores de Bruxas), a princesa e guardiã da cidade, percebe que Dastan detém a adaga e tenta se aproximar dele para recuperá-la. Essa lâmina possui o poder de fazer seu portador viajar no tempo, com a areia mágica dentro dela. Só que Dastan é vítima de um golpe. Ele é o encarregado de entregar ao pai, o rei Sharaman (Ronald Pickup, de The Crown), uma túnica envenenada. Perseguido um assassino, ele precisa agora provar sua inocência e impedir que a adaga caia em mãos erradas.

O longa é inspirado em uma série de games lançada em 1989. (Foto: Walt Disney Studios)

Uma surpresa foi ver Gyllenhaal fazer tantas acrobacias, que são único o forte de sua atuação, porque embora torne Dastan um personagem muito carismático e sarcástico, esse não foi um dos seus melhores trabalhos. Arterton também não combina com papéis de protagonistas frágeis, e acaba se tornando irritante como Tamina. O único que se destaca por sua atuação é Alfred Molina (Homem-Aranha 2) em uma divertida performance como o falastrão Sheik Amar.

No fim das contas, não é uma surpresa que o filme não tenha emplacado, pois, mesmo com excelentes efeitos especiais e a semelhança aos jogos, o roteiro fraco e as atuações medianas não conquistaram o público e frustraram os planos da Disney de construir mais uma série de filmes de sucesso.

O Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo é um filme mediano, que capaz de entreter no primeiro momento, mas que acaba caindo no esquecimento assim que os créditos começam a subir (infelizmente).

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