Homem-Aranha: Longe de Casa é carinho a quem chorou em “Ultimato”

Ele já encarou seu primeiro vilão, se tornou um Vingador e batalhou pelas Joias do Infinito, provando que nem mesmo o espaço sideral é distante demais para o Amigão da Vizinhança. Em Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far from Home, EUA, 2019), chega o momento de Peter Parker (Tom Holland, de Z: A Cidade Perdida) se mostrar digno do legado de Tony Stark e apto para o posto de “próximo Homem de Ferro”. Com direção de Jon Watts (Homem-Aranha: De Volta ao Lar), o filme conclui a Fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel.

Situada 8 meses após os acontecimentos de Vingadores: Ultimato, a nova aventura do Cabeça de Teia vem com a missão de restaurar o mundo dos Super-heróis Mais Poderosos da Terra após o “Blip” – como é chamado o estalar de dedos de Thanos, em Vingadores: Guerra Infinita. Aparando arestas entre quem foi apagado pela Manopla do Infinito e aqueles poupados, o título coloca o planeta diante da ameaça dos Elementais (seres gigantescos de ar, terra, água e fogo), que aproveitam o vácuo agora deixado pelos nossos maiores defensores.

Peter Parker se alia a Mysterio para salvar a Terra de perigos de outro dimensão. (Foto: Sony)

Enquanto isso, o protagonista Peter Parker está em viagem escolar pela Europa, decidido a curtir seus dias do jeito mais normal possível e planejando se declarar para MJ (Zendaya, de Euphoria). No entanto, nada é simples na vida de Parker, o garoto logo é recrutado por ninguém menos que Nick Fury (Samuel L. Jackson, de Pulp Fiction: Tempo de Violência) e Maria Hill (Cobie Smulders, de How I Met Your Mother), da SHIELD, para ajudar Quentin Beck (Jake Gyllenhaal, de O Abutre) – vulgo Mysterio – a neutralizar o perigo.

Encurralado entre suas duas identidades, o protagonista precisa decidir o quanto está disposto a se dedicar (ou abdicar) para atender às recomendações de Stark, diante de situações que requerem ao máximo tanto suas capacidades físicas quanto intelectuais. É claro que, em um momento tão pesado quando o de luto, vemos o personagem principal num período mais emotivo e de amadurecimento. Temeroso sobre suas responsabilidades, o desafio de Peter é recuperar a confiança e exercer domínio de superpoderes – até então pouco explorados.

Em “Longe de Casa”, vemos os sentimentos de Peter por MJ se aflorarem. (Foto: Sony)

Apesar de rostos familiares como Ned (Jacob Batalon, de Todo Dia), Tia May (Marisa Tomei, de O Lutador) e Happy (Jon Favreau, de Chef), o destaque de Homem-Aranha: Longe de Casa é a presença de Mysterio. Vilão nos quadrinhos, o personagem criado pelos saudosos Stan LeeSteve Ditko, em 1963, tem apresentação diferente no lançamento da Sony Pictures, contudo, ao longo desta narrativa, exibe fidelidade à essência e história de origem que conhecemos bem. Junto da atuação de Gyllenhaal, Mysterio é coroado por ótimos efeitos visuais.

Embora preste respeito às primeiras gerações de super-heróis, o filme sinaliza tempos de renovação para a Marvel – com novos líderes, em produções autorais – e de independência para o Cabeça de Teia, que passará a ocupar o espaço tão merecido, pendurando-se por tramas ainda muito divertidas, mas que ganham maturidade e peso cada vez maior.

Homem-Aranha: Longe de Casa estreia nos cinemas brasileiros na quinta-feira (04/07), com duas cenas pós-créditos.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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