Filme de Chico Bento é pura alegria e simpatia

Foto: Fabio Braga

Expandindo o universo de Mauricio de Sousa em live-action, Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa chegou ao cinemas depois de empolgar o público na CCXP24. Após Turma da Mônica, a adaptação estrelada por Isaac Amendoim, e dirigida por Fernando Fraiha (Choque de Cultura), parece fazer parte de um movimento de resgate do orgulho à brasilidade.

Assim como Ainda Estou Aqui e O Auto da Compadecida 2, o longa se concentra em situações tipicamente brasileiras, com personagens muito próximos de refletir características culturais e comportamentais da população. A obra, aqui, volta seus olhos para o interior do país, isto é, mais precisamente à cidadezinha chamada de Vila Abobrinha.

Nela, Chico Bento (Amendoim) vive a infância que deixou saudade em muitos dos adultos que forem assistir seu filme. Ou seja, ele acorda, vai à escola, sai para pegar suas amadas goiabas nas árvores do vizinhos e ainda sobra tempo para brincar com seu melhor amigo, Zé Lelé (Pedro Dantas).

No entanto, o menino de chapéu de palha tem sua paz perturbada pelo Dotô Agripino (Augusto Madeira) e seu filho Genesinho (Enzo Henrique). A dupla é favor da construção de uma grande rodovia, que promete passar por diversas propriedades, mas com um problema: para isso acontecer, a goiabeira nas terras de Nhô Lau (Luis Lobianco) precisa ser derrubada.

Apenas um garoto, a menina que ele gosta e sua goiabeira favorita

Fraiha, que assina o roteiro com Elena Altheman (Acorda, Carlo) e Raul Chequer (o Maurílio, de Choque de Cultura), desenvolve a história a partir dos planos de Chico Bento para frustrar os planos de Agripino. Embora não seja tão criativo quanto Cebolinha, o protagonista deve tentar tudo ao seu alcance para chamar a atenção da tragédia prestes a acontecer.

Claro, as motivações do garoto não são puramente altruístas, uma vez que ele quer sim proteger a árvore, mas também quer impressionar alguém. Rosinha (Anna Julia Dias), sua colega de classe, é a menina por quem Chico Bento tem uma queda e tanto. Esse interesse é desenvolvido com a inocência de um primeiro amor da infância.

No geral, Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa fala sobre a importância da preservação da natureza. Contudo, a obra não se restringe a isso, oferecendo também a valorização da cultura caipira e nostalgia de lugares e fases mais simples da vida.

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