Transformers: War for Cybertron – O Nascer da Terra vai mais fundo na mitologia dos robôs

Carlos Bazela
Transformers: War for Cybertron – O Nascer da Terra vai mais fundo na mitologia dos robôs

Depois de uma primeira parte caracterizada pela abordagem madura dos Transformers, a série War for Cybertron estreou um novo arco na Netflix: O Nascer da Terra. No entanto, embora o nome já seja praticamente um spoiler de onde os robôs disfarçados irão parar, muita coisa acontece no meio do caminho.

Continuando exatamente de onde a história anterior terminou, os Autobots seguem divididos em dois times, sendo um, comandado por Optimus Prime, a bordo da Arca, procurando pela Allspark no espaço, sem ter ideia de onde ela está e o outro, respondendo a Elita-1 em Cybertron, lutando como pode para sobreviver e impedir que Megatron extermine de vez sua espécie.

E os problemas apenas se multiplicam. Enquanto o time de Optimus enfrenta uma equipe de mercenários que não está de nenhum dos dois lados, o time de Elita-1 passa maus bocados em seu mundo natal e parece cada vez mais longe de escapar dos experimentos macabros de Shockwave, homem de confiança do líder Decepticon.

Mas a história pega fogo mesmo quando Megatron encontra a Arca e começa sua própria jornada em busca do Allspark, com direito a distorções no tempo e no espaço.

Feito para fãs veteranos

Com boas doses de ação, mas ainda mais densa que o arco anterior, O Cerco (leia nossa crítica), O Nascer da Terra é bem mais profundo na mitologia dos Transformers e mostra que a Netflix está decidida a contar toda sua cronologia com riqueza de detalhes. Embora o ritmo possa parecer arrastado – principalmente para quem tem os filmes como referência – o resultado é mais uma história para fazer fãs antigos aplaudirem de pé.

Principalmente pelas aparições breves de personagens importantes da franquia, como Galvatron e o gigantesco planeta-transformer Unicron – dos quais falar mais pode estragar as surpresas da série –, também aparecem brevemente para deixar a trama ainda mais densa e abrir novos leques de possibilidades para o futuro.

O foco na narrativa é diferente de outra produções da franquia. Afinal, são bem poucas as vezes que os robôs efetivamente se transformam. E, por mais que isso pareça contraditório, é ideal para criar o clima que faz o espectador se identificar com os personagens, suas emoções e seus atos.

Gancho para Beast Wars

Os novos seis episódios da série ainda consolidam a maldade de Megatron, mostrando o que ele está disposto a fazer para conseguir o que quer ao mesmo passo que mostram a insegurança de Optimus. Com isso, temos um vilão livre de qualquer viés caricato, como o que recebeu na versão cinematográfica, e um comandante mais verossímil para os Autobots, diferente do herói destemido e isento de erros, que aparece com frequência nesses mais de 30 anos de Transformers.

Aliás, a longevidade da franquia é outro ponto ao qual a série da Netflix está atenta. A forma que O Nascer da Terra termina traz um gancho enorme para Beast Wars, a famosa série dos anos 1990, exibida por aqui pela HBO, Rede Record e Cartoon Network. Será que War for Cybertron vai conseguir levar adiante o ambicioso compromisso de “costurar” as muitas versões dos robôs na TV em uma única linha do tempo?

Por aqui, já aguardamos ansiosos o próximo arco para responder essa e outras perguntas.

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