The Walking Dead: World Beyond dá cor e esperança ao universo de zumbis

Criada para unir as séries adaptadas dos quadrinhos de Robert Kirkman em um universo multimídia, The Walking Dead: World Beyond chegou para entregar ao público algumas respostas a respeito do paradeiro de Rick Grimes. Além disso, a produção apresentou personagens de uma nova geração que vê com esperança e curiosidade o mundo que herdou, apesar de todos os seus problemas. Perspectiva esta que caiu como uma luva para o ano de 2020.

Sob o comando do showrunner Matthew Negrete (Crimes do Colarinho Branco), a atração tem sua primeira temporada composta por 10 episódios, que exploram os domínios e intenções do Civic Republic Military (CRM). Com armamento militar, o grupo, baseado em New York e Portland, governa de maneira autoritária a comunidade de Campus Colony, em Omaha (Nebraska), habitada por aproximadamente 9 mil pessoas – inclusive os protagonistas.

Os protagonistas partem para ver com olhos próprios olhos as belezas e mazelas do mundo. (Foto: AMC)

Assim, no centro da narrativa, temos as irmãs Iris (Aliyah Royale, de The Red Line: Vidas Cruzadas) e Hope Bennet (Alexa Mansour, de Amizade Desfeita 2: Dark Web), que decidem resgatar seu pai, o cientista Leo (Joe Holt, de Escândalos: Os Bastidores do Poder), das garras do CRM. Para a viagem, as Bennet recebem o reforço do curioso Elton (Nicolas Cantu, de Lego Star Wars: The Freemaker Adventures) e do introspectivo Silas (Hal Cumpston, de Bilched).

Acontece que os jovens cresceram num mundo posterior ao apocalipse zumbi, ou seja, tudo que acham pelo caminho é uma descoberta, assim como risco de morte – pois os garotos não possuem experiência no combate a mortos-vivos. Dessa forma, cada novo desafio faz com que os personagens (e o público) tenham sensação de perigo maior do que nas séries coirmãs. Como nos games da Telltale, cada escolha é crucial para definir o rumo dos personagens.

Aliás, a produção foca nos dramas de Hope, que cometeu um assassinato na infância, e Silas, atormentado pela culpa da morte do pai. E isso faz com que eles se questionem se são heróis ou vilões – para amadurecerem ao descobrir que o humano acaba carregando o bem e o mal de suas ações, sem necessariamente ser definido por elas. Os adultos Felix (Nico Tortorella, de Reféns) e Huck (Annet Mahendru, de The Americans) também lidam com dramas próprios.

Será que os adultos são confiáveis? Ou é tempo dos jovens assumirem o comando? (Foto: AMC)

Sem uma grande saga ou guerra entre facções, The Walking Dead: World Beyond possui ritmo mais lento e poucos acontecimentos em relação a The Walking Dead e Fear the Walking Dead, embora desenvolva cada evento com atenção e impacto maior. Já a linguagem artisticamente mais livre e ambientações cheias de cores são recursos que propiciam ao título lançar uma visão inteiramente nova ao universo de zumbis ambiciosamente construído pelo AMC.

Sendo assim, apesar de trazer imperfeições especialmente em algumas atuações, o seriado dá fôlego para a franquia, flertando com mudanças na mitologia de TWD e entregando uma mensagem positiva em tempos tão sombrios.

Comentários
Next Post

Ataque dos Titãs: anime é tragédia épica cheia de ação e selvageria

Adaptação do mangá escrito por Hajime Isayama para a editora Kodansha, Ataque dos Titãs (também conhecido como “Shingeki no kyojin”, título original, ou “Attack on Titan”, em inglês) se tornou um fenômeno desde seu lançamento no ano de 2013. Desenvolvido pelo Wit Studio, o título conquistou a atenção dos fãs […]