Ataque dos Titãs: anime é tragédia épica cheia de ação e selvageria

Adaptação do mangá escrito por Hajime Isayama para a editora Kodansha, Ataque dos Titãs (também conhecido como “Shingeki no kyojin”, título original, ou “Attack on Titan”, em inglês) se tornou um fenômeno desde seu lançamento no ano de 2013. Desenvolvido pelo Wit Studio, o título conquistou a atenção dos fãs de animes ao apresentar uma trama sobre violência, medo/desconfiança e maldade ao longo das três temporadas que já foram entregues.

No roteiro adaptado por Yasuko Kobayashi (JoJo’s Bizarre Adventure), a série animada acompanha a evolução de Eren Jaeger (Yûki Kaji, de My Hero Academia), Mikasa Ackermann (Yui Ishikawa, de A Voz do Silêncio) e Armin Arlert (Marina Inoue, de Punch Line), que vivem numa cidade cercada por três muralhas de cinquenta metros de altura, que protegem a humanidade dos chamados “titãs”, criaturas gigantes e aparentemente acéfalos que comem humanos.

Os protagonistas aprendem a usar o dispositivo de manobra tridimensional para lutar e fugir dos titãs

Em sua estreia, em uma temporada composta por 25 episódios, os protagonistas têm seu vilarejo açoitado pelo Titã Colossal e Titã Blindado, que rompem a muralha exterior (batizada “Maria”), acabando a paz secular dos homens. Nisso, Eren sofre o trauma de ver sua mãe ser devorada por um dos monstros, tragédia que lhe faz ingressar na Divisão de Reconhecimento, responsável pelo combate aos titãs além das muralhas e por pesquisar sua origem.

No desenrolar dos capítulos, enquanto Mikasa demonstra habilidade excepcional para lutar e Armin revela capacidade para traçar estratégias, Eren manifesta o poder de se transformar em um titã parcialmente consciente. É claro que isso coloca desconfiança sobre o menino, mas também o torna uma arma para a humanidade. Para treiná-lo, surge o frio Levi (Hiroshi Kamiya, de One Piece), líder do Esquadrão de Operações Especiais da Divisão de Reconhecimento.

Levi é o melhor no que faz, mas isso não o torna uma pessoa muito agradável.

Já na segunda temporada, que saiu em 2017 com apenas 12 episódios, o público e os personagens principais lidam com o fato de que já há pessoas infiltradas na comunidade da Ilha Paradis com o poder de se transformar em titãs. Além do Titã Fêmea e da revelação sobre as identidades dos titãs Blindado e Colossal, temos a introdução do Titã Bestial, um ser com a aparência de um símio, dotado de inteligência, fala e comando sobre os “monstros normais”.

Porém, a narrativa se desenvolve com a chegada da terceira temporada, exibida em 2018, com 22 episódios. Aqui, a produção decide revelar detalhes sobre as origens dos poderes dos titãs, suas variedades e a possibilidade de o poder titã ser passado de uma pessoa para outra – o que se mostra um perigo para Eren. Esta fase ainda expande o universo do anime, contando sobre o início dos experimentos com o poder titã em Marley, uma nação além do oceano.

O surgimento do Titã Bestial relaciona o surgimento dos monstros ao início da humanidade.

No entanto, a obra pode ser difícil de se acompanhar, pois trata de muitos detalhes e nuances que ficam mais claros para os iniciados pelo mangá, o que não diminui nem prejudica a experiência. Mesmo assim, toda atenção a cada cena e fala nunca é demais. Dessa forma, no fim das contas, Ataque dos Titãs entrega uma crítica para lá de visceral à ganância que perpetua a desigualdade e violência entre o ser humano.

Vale lembrar que a quarta e última temporada do anime estreia em 7 de dezembro no Crunchroll.

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