Ponto de Ignição: animação adapta HQ marcante com maturidade singular

Se você acompanha os quadrinhos, já deve conhecer Ponto de Ignição (“Flashpoint“, título original). A HQ mostra Barry Allen (Justin Chambers, de Grey’s Anatomy), o Flash, acordando sem poderes num mundo em meio à guerra iminente entre as Amazonas, lideradas pela Mulher-Maravilha, e os Atlantis, súditos de Aquaman. E, para completar, ainda temos um Batman furioso e violento que não é Bruce, mas seu pai, Thomas Wayne – que teve mulher e filho assassinados.

Ao longo da história, acompanhamos o Flash fazendo o impossível para fazer com que o mundo volte a como era, antes que ele mesmo esqueça que houve outra realidade diferente dessa. Tudo isso ainda tendo que encarar Professor Zoom, o Flash Reverso, o maior inimigo do Velocista Escarlate.

Ao tentar desfazer todas as tragédias de sua vida, Flash desencadeia uma realidade alternativa.

Em 2013, a história que, no papel serviu de base para Os Novos 52 (o polêmico reboot das HQs), virou animação e passou a integrar a ótima série de animações da Warner Bros. sobre os heróis da DC. Com nomes como Michael B. Jordan (Creed: Nascido para Lutar), Ron Perlman (Hellboy) e Danny Huston (Mulher-Maravilha) junto de um consagrado elenco de dubladores nos desenhos da LJA, o longa ainda traz Geoff Johns, autor da HQ, como co-roteirista ao lado de James Krieg e a direção de Jay Oliva (Batman: Assalto em Arkham).

Acima do tom

Ponto de Ignição segue a fórmula de maturidade das animações da DC e sobe a aposta. Em um tom acima em pontos como violência, principalmente nos arcos que envolvem a Mulher-Maravilha e o Aquaman, a obra adapta muitos pontos da HQ quase fielmente e ainda conserva seus momentos mais emocionantes, como os diálogos entre Zoom e Barry e a dinâmica do Flash com o Batman de Thomas Wayne.

Nesta realidade, Thomas Wayne se torna uma versão ainda mais truculenta do Batman.

Com traço semelhante ao de outras produções DC que foram direto para o home video, Ponto de Ignição tem visual semelhante também à série Justiça Jovem (que nós já falamos aqui). Outro ponto para os departamentos de animação da Warner e DC. Também vale dizer que o título é absorvido facilmente mesmo para quem não é leitor de quadrinhos. Então, se você é fã de filmes de super-heróis, ver Liga da Justiça: Ponto de Ignição é certamente uma experiência que você precisa ter.

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Carlos Bazela

Carlos Bazela

Jornalista e leitor compulsivo, gosta de cerveja, café e chá preto não necessariamente nessa ordem. Fã de boas histórias, principalmente daquelas contadas por meio de desenhos e balões.

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