Loki: Deus da Trapaça viaja no tempo em thriller quase policial

Loki: Deus da Trapaça viaja no tempo em thriller quase policial

O tempo parece implacável, especialmente quando acaba. Mas, segundo Albert Einstein, é um conceito relativo. E quem vai contrariar o genial físico teórico? A Marvel Studios, não. Para Loki, o fim do jogo indicava ter acontecido em Vingadores: Guerra Infinita, de forma até prematura devido ao carisma do personagem de Tom Hiddleston. Mas, quando Vingadores: Ultimato abriu as viagens temporais para negócios, um leque de possibilidades apareceu.

É justamente nisso que a nova série do Disney+ indica se concentrar. Afinal, depois de perder a Batalha de Nova York e fugir com o Tesseract, a versão de 2012 do Deus da Trapaça acaba criando uma ramificação na chamada “Linha do Tempo Sagrada” – isto é, um único fluxo temporal que rege passado, presente e futuro do multiverso. Ao fazer isso, Loki é apreendido pela TVA (“Time Variance Authority”, traduzida para Autoridade de Variância do Tempo).

Assim começa a atração dirigida por Kate Herron (Sex Education) e roteirizada por Michael Waldron (Rick e Morty), da qual pudemos assistir a 2 episódios antecipadamente a convite da Marvel Brasil.

O tempo é rei

Numa instituição que mais parece uma repartição pública, o anti-herói é julgado e condenado por seus atos, mas, para não ser apagado da existência, firma acordo com Mobius M. Mobius (Owen Wilson, de Marley & Eu), um agente especializado em perigosos criminosos temporais. Enquanto ainda reluta para acatar seu novo papel, o gigante de gelo adotado por Odin tem seu suposto “propósito glorioso” confrontado pela insignificante morte nas mãos de Thanos.

Descrente de sua jornada na cronologia original, Loki se depara com todo o poder e esplendor da agência responsável por ditar o que acontece e deixa de acontecer. Assim, as Joias do Infinito logo se parecem pequenas diante da influência da estrutura construída pelos seres conhecidos como Guardiões do Tempo. Nessa contemplação, o espectador tem a oportunidade de entender como deverá funcionar o Universo Cinematográfico Marvel daqui para frente.

Crimes temporais

Como Legends of Tomorrow, da DC, a produção coloca Mobius e Loki numa caçada por um assassino em série que vem somando vítimas em séculos diversos, de 1500 a 2050. É neste ponto que o seriado exibe um grande trunfo. Aqui, toma conta um clima de suspense que mistura investigação policial, fantasia e ficção científica. A atmosfera tensa, que aumenta com a revelação de quem é o serial killer, só é quebrada pela boa química cômica de Hiddleston e Wilson.

Quais os planos do matador viajante do tempo? Onde se esconde? Tudo isso deixa de importar quando surge a personagem interpretada pela atriz Sophia Di Martino (Flowers). Por quê? Bom, isso vamos deixar você mesmo descobrir na semana que vem, quando irá ao ar o segundo capítulo…

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