Liga da Justiça: Trono de Atlântida traz origem de Aquaman

Considerado um sucesso, o filme solo do Aquaman foi uma aposta depois das críticas negativas de Liga da Justiça. Mas, a receita do sucesso já havia sido testada e a DC Comics sabia como misturar ingredientes. Para dar certo, Arthur Curry precisava ser um renegado, que chegasse a contragosto para assumir seu lugar como regente de Atlântida, causando a ira de quem mais cobiçasse o trono. Esse poderia ser o resumo do live-action, mas estamos falando de Liga da Justiça: Trono de Atlântida, segunda animação da Warner Bros. com o novo universo compartilhado da DC.

Quando “Liga da Justiça: Guerra” foi lançado em 2014, pouco se sabia os planos dos estúdios para os próximos longas animados da DC. As pistas vieram no mesmo ano, com O Filho do Batman, que trazia Damian Wayne pela primeira vez fora dos quadrinhos. Mas a certeza veio mesmo no ano seguinte, com o lançamento de “Trono”, a sequência direta da animação anterior e com a mesma Liga da Justiça, só que mais entrosada. Em mais de uma forma, aliás. No desenho, ainda há espaço para o romance entre o Superman e a Mulher-Maravilha, uma das maiores polêmicas de Os Novos 52.

Aquaman, Mera, Ciborgue, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha e Superman

A Liga da Justiça surge quando os conflitos atlantes se mostram uma ameaça à superfície.

Dirigida por Ethan Spaulding, a animação traz de volta alguns nomes do anterior no elenco de dubladores, mas recebeu alguns reforços de peso. Temos as voltas de Jason O’Mara (Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.) como o Batman, Christopher Gorham (Insaciável) como Flash, Shemar Moore (S.W.A.T.) como Ciborgue, e Sean Astin (Stranger Things) como Shazam.

Já entre as estreias, Jerry O’ Connel (Billions) como Superman, Rosario Dawson (Demolidor) como Mulher-Maravilha e Nathan Fillion (Castle) como Lanterna Verde são os destaques.

A estreia de Arthur Curry

Como antecipa o título, Trono de Atlântida foca na história de origem do Aquaman (Mantt Lanter, de The Mandalorian), apresentando Arthur Curry como um híbrido entre humano e atlante, que mora em um farol, herdado de seu pai.

Sua mãe, a princesa atlante, apareceu ferida na praia próxima e, depois de ser cuidada pelo pai de Arthur, se apaixonou por ele. Mas, precisou retornar ao seu mundo para proteger seu filho e sua paixão da superfície. Agora, ele é convocado por Mera (Sumalee Montano, de This is Us) para conhecer o mundo submerso e assumir o trono de Atlântida. Tudo para impedir que seu meio-irmão Orm (Sam Witwer, de Supergirl) entre em guerra com os humanos acima da água.

Aquaman em cena de luta em Liga da Justiça: Trono de Atlântida

Arthur Curry precisa para provar seu direito de governo o reino de Atlântida.

Com uma trama bem-conduzida, Liga da Justiça: Trono de Atlântida mostra evolução em termos de roteiro, com boas soluções e ainda adapta o segundo arco de histórias da Liga nos Os Novos 52, lançado como encadernado pela Panini. Sem medo de pesar a mão em algumas cenas, o desenho antecipou passagens do live-action e mostrou que era possível fazer justiça ao Aquaman fora dos quadrinhos. Deixando claro que ele é e sempre foi mais do que um cara de camiseta laranja montado em um cavalo marinho gigante.

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Carlos Bazela

Carlos Bazela

Jornalista e leitor compulsivo, gosta de cerveja, café e chá preto não necessariamente nessa ordem. Fã de boas histórias, principalmente daquelas contadas por meio de desenhos e balões.

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