Com X-Men: Fênix Negra, mutantes se despedem de forma melancólica

Capítulo final da história dos mutantes, X-Men: Fênix Negra (Dark Phoenix, EUA. 2019) encerra o ciclo dos super-heróis nas mãos da 20th Century Fox – uma vez que a Walt Disney fez a aquisição da empresa e pretende reaproveitá-lo no Universo Cinematográfico Marvel. O filme, que conta com a direção de Simon Kinberg (The Twilight Zone), se inspira na Saga da Fênix Negra, da clássica história em quadrinhos de Chris Claremont  e John Byrne, no intuito de apresentar uma narrativa mais madura, que explora os lados mais sombrios de seus protagonistas.

Sequência de X-Men: Apocalipse, o longa tem sua história em 1992, quando os X-Men, sob a liderança de Charles Xavier (James McAvoy, de Vidro), se consolidam como heróis, mantendo a paz entre os mutantes e o resto da humanidade. Porém, durante uma arriscada missão de resgate na órbita da Terra, Jean Grey (Sophie Turner, de Game of Thrones) é exposta a uma misteriosa força alienígena, que parece tomá-la como sua hospedeira. Agora incontrolável, Jean coloca em xeque tudo que os X-Men conquistaram, levando-os ao limite.

Depois de X-Men: O Confronto Final, esta é a segunda adaptação da Saga da Fênix Negra. (Foto: Fox)

Adaptação mais livre da HQ homônima, X-Men: Fênix Negra mantém a proposta de realçar os traços mais obscuros dos envolvidos nesta aventura, o que nos revela a “flexibilidade moral” do Professor X para reunir seus pupilos, assim como a vingança motivando as ações de Fera (Nicholas Hoult, de Tolkien) e o gosto pela violência estampado no semblante de Noturno (Kodi Smit-McPhee, de Alfa). No entanto, diferente da versão dos gibis, não é o Clube do Inferno que manipula Jean Grey, mas, sim, a vilã Vuk (Jessica Chastain, de Interestelar), da raça D’Bari.

Distante do título anterior – mais leve e cheio de cores –, a produção aposta em um enredo de notável carga dramática, mantendo ritmo lento e pesado de modo inalterado até o fim, deixando a sensação de que faltou um clímax na história – apesar de todas as descobertas feitas. Além disso, ainda que mais participativos, personagens do tamanho de Ciclope (Tye Sheridan, de Jogador Nº 1) e Tempestade (Alexandra Shipp, de Com Amor, Simon) têm presença opaca, igual a Magneto (Michael Fassbender, de Steve Jobs), apenas em “participação especial”.

O longa dá bons vislumbres da equipe dos X-Men, mas pouco explora os heróis individualmente. (Foto: Fox)

Embora o spin-off Os Novos Mutantes esteja programado para 2020, o público se despede da principal franquia da Fox com uma experiência um tanto frustrante, com um filme que não engrena, sem um momento de ápice, cena divertida e musical com Mercúrio (Evan Peters, de American Horror Story) nem pós-créditos.

X-Men: Fênix Negra estreia nesta quinta (06/06) nos cinemas.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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