Alien: A História Ilustrada revive filme com arte primorosa

Carlos Bazela
Alien: A História Ilustrada revive filme com arte primorosa

Se você lê quadrinhos desde a década de 1990 ou antes, já esbarrou em alguma quadrinização pelas bancas e livrarias. Agora, se você é novo na nona arte, explico que o termo é exatamente o que parece: uma adaptação em HQ de uma obra que saiu em outra mídia, como um filme, por exemplo. E, é nisso que consiste Alien: A História Ilustrada.

Publicado no Brasil pela editora Excelsior em setembro de 2019, a graphic novel recebeu o tratamento que merece: uma encadernação em capa dura com formato de 17,5 x 26,5. Um jeito excelente de apreciar as 64 páginas com a arte de Archie Goodwin, que retrata fielmente tudo que transformou essa obra de ficção científica em um clássico. Desde os tripulantes da nave espacial Nostromo até os corredores sinistros da nave e, claro, a criatura de sangue ácido nos diferentes estágios de seu ciclo de vida.

No roteiro, Walter Simonson relembra até diálogos originais da história escrita por Dan O’Bannon e ainda consegue trazer uma interação maior entre personagens, como no diálogo entre Ripley e Lambert sobre Ash. Com isso, ainda que a HQ como um todo tenha poucas páginas, Alien: A História Ilustrada consegue criar no leitor o mesmo tipo de afinidade com os personagens que sua contraparte cinematográfica.

História curta

Entretanto, nas últimas páginas do quadrinho, que trazem as medidas extremas de Ripley para se livrar da criatura e o duelo entre os dois, a sensação é de que temos um desfecho um pouco corrido. Mesmo que seja uma mídia diferente do cinema, faltou a Simonson e Goodwin o mesmo requinte de Ridley Scott, que optou por compor as cenas com movimentos tranquilos para dar ao espectador a falsa sensação de segurança de Ripley quando ela e o gato Jones escapam na nave salva-vidas.

Alien: A História Ilustrada termina, então com uma luta retratada à altura na parte gráfica, mas curta do ponto de vista da história. Nada que atrapalhe a experiência, que fique claro, de relembrar em papel um dos filmes mais aclamados da história do cinema. Uma obra obrigatória, portanto, para fãs da franquia e para quem acompanha as muitas encarnações do xenomorfo nos gibis, que agora passam a ser publicados pela Marvel.

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