2ª temporada de Star Trek: Discovery recruta Spock e conquista fãs

Depois de cativar os fãs com uma 1ª temporada que reuniu desde universos paralelos até uma guerra com os Klingon, Star Trek: Discovery voltou ainda mais ambiciosa para seu segundo ano. Tendo como referência o terceiro longa da série clássica “Jornada nas Estrelas III – À procura de Spock”, de 1984, o roteiro flerta com viagens no tempo e subtramas igualmente complexas, que se apoiam na competência dos bons atores para entregar uma boa história.

Já no catálogo da Netflix, o seriado aposta no núcleo familiar, composto por Michael Burnham (Sonequa Martin-Green, de The Walking Dead), que retorna para o posto de oficial da Frota Estelar, Sarek (James Frain, de Gotham), Amanda (Mia Kishner, de The L Word) e Spock (Ethan Peck, de O Preço do Amanhã) – atração do elenco fixo da 2ª temporada.

Na 2ª temporada, Star Trek: Discovery recruta o personagem símbolo da franquia. (Foto: CBS)

Após descobrir que seu irmão de criação está desaparecido, Burnham passa a rever seu relacionamento conturbado com ele para encontrá-lo. Afinal, Spock é o único que parece ter respostas sobre os misteriosos sinais vermelhos que apareceram pelo espaço. Para dificultar, ele é considerado como fugitivo ao escapar de uma instituição psiquiátrica e, supostamente, assassinar os guardas de lá.

Tempos de trégua

Outra particularidade de Discovery é o fechamento de arcos. A guerra com os Klingon acabou, L’Rell (Marry Chieffo, de The Mindy Project) lidera a raça de guerreiros numa ponte com os humanos, mas, como a paz é algo difícil de manter, cabe a ela e ao oficial Ash Tyler (Shazad Latif, de Penny Dreadful) esquecer os acontecimentos da temporada anterior – que não vamos contar aqui para evitar spoilers – e segurar as duas espécies unidas.

Da Terra alternativa, Philippa Giorgiou (Michelle Yeoh, de O Tigre e o Dragão) segue de olho na Discovery por interesses próprios e acaba conseguindo o que queria para assombrar a tripulação: um cargo na Seção 31, a organização secreta chancelada pela Frota Estelar, apresentada em séries da franquia, como a clássica, A Nova Geração, Deep Space Nine e Voyager.

Michelle Yeoh é cotada para estrelar uma série focada na Seção 31. (Foto: CBS)

A Seção 31, aliás, ganha importância dentro do programa e origina a trama mais importante da segunda temporada, deixando evidência outro ponto crucial de Discovery: as reviravoltas, que dão importância a episódios que parecem sem ligação com a trama principal, mas surpreendem o público.

Sem medo de ousar

Os roteiristas de Star Trek: Discovery sabem que têm nas mãos alguns dos personagens mais queridos da cultura pop e mostram nesta temporada que não têm medo de usá-los. A presença de Spock por todo o segundo ano é um exemplo e nos faz imaginar quem ainda pode aparecer depois dele e do capitão Christopher Pike (Anson Mount, de Inumanos).

Anson Mount assume o papel do icônico Capitão Pike. (Foto: Jan Thijs/CBS)

Contudo, Discovery segue fiel à franquia por trazer episódios memoráveis, como “New Eden” e “An Obol for Charon”, debatendo temas de cunho religioso e dar espaço para os novos personagens brilharem e ganharem de vez o coração dos fãs mais antigos da saga, como é o caso do oficial Saru (Doug Jones, de A Forma da Água).

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Carlos Bazela

Carlos Bazela

Jornalista e leitor compulsivo, gosta de cerveja, café e chá preto não necessariamente nessa ordem. Fã de boas histórias, principalmente daquelas contadas por meio de desenhos e balões.

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