Capitã Marvel: super-heroína estreia em filme divertido, nostálgico e poderoso

Primeiro filme solo de uma super-heroína da Marvel Studios, Capitã Marvel estreia nos cinemas nesta quinta-feira (07/03), data escolhida como forma de homenagem para o Dia Internacional da Mulher (comemorado em 8 de março). Dirigido pela dupla Anna BodenRyan Fleck (Half Nelson: Encurralados), o longa estrelado por Brie Larson (O Quarto de Jack) e Samuel L. Jackson (Pulp Fiction: Tempo de Violência) traz uma aventura no plano cósmico, numa história de origem cheia de nostalgia e referências, que se ligará a Vingadores: Ultimato.

O longa, sem perder tempo, já nos mostra a protagonista Carol Danvers (Larson) em ação pela força militar de Hala, o planeta do império Kree, em equipe liderada por Yon-Rogg (Jude Law, Closer: Perto Demais) – e que conta com um velho conhecido: Korath (Djimon Hounsou, de Guardiões da Galáxia). Dona de poderes sem igual, Danvers é usada como trunfo da chamada Inteligência Suprema – que governa os krees – no combate aos inimigos Skrulls, uma raça alienígena capaz de manipular sua aparência para se infiltrar em diferentes civilizações.

Carol Danvers precisa usar seus superpoderes para acabar com a guerra Kree-Skrull. (Foto: Marvel)

Entretanto, quando uma missão dá errado, a heroína levada à Terra em busca de pistas sobre seu passado, identidade – uma vez que, no espaço, ela é conhecida como “Vers” –natureza de suas habilidades e da tecnologia capaz de decidir a guerra travada entre os povos Kree e Skrull. Em solo norte-americano, a moça precisa trabalhar com o jovem Nick Fury (Jackson), atuando pela SHIELD (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão), para detectar os invasores e entender os detalhes por trás do conflito interplanetário.

Situada em 1995, a produção abandona o tom sério exibido pelos trailers de divulgação para investir em uma divertida dinâmica digna de filmes policiais da década – como Máquina Mortífera, Duro de Matar e A Hora do Rush –, fazendo bom proveito da química entre Brie Larson e Samuel L. Jackson. Deste modo, o fator “época” nos brinda ao reviver a cultura dos anos 90, com figurinos inspirados no movimento grunge, uma visita à locadora Blockbuster, computadores com monitor de tubo e de um Game Boy, assim como uma gostosa trilha sonora noventista.

Talos (Ben Mendelsohn, de Jogador Nº 1) é o temido líder Skrull. (Foto: Marvel)

Promovendo o protagonismo feminino, o título introduz uma personagem muito forte e independente, mas destaca figuras como Maria Rambeau (Lashana Lynch, de Brotherhood), e Dra. Lawson (Annette Bening, de Beleza Americana), que assume papeis de grande importância na trama. Além disso, há participações de velhos conhecidos, como o agente Phil Coulson (Clark Gregg, de Agentes da SHIELD) e Ronan, o Acusador (Lee Pace, de Pushing Daisies), e apresenta o gato Goose – que, na verdade, é um perigosos extraterrestre da espécie Flerken.

Com duas cenas pós-créditos e duas homenagens a Stan Lee (que nos deixou em novembro), Capitã Marvel mantém a essência da origem da vingadora criada em 1968 por Roy ThomasGene Colan, com elementos das sagas de histórias em quadrinhos A Guerra Kree-Skrull (1971) e Invasão Secreta (2008).

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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