The Walking Dead: 7ª temporada tem estreia chocante com duas mortes

Uni, duni, tê… Finalmente, a 7ª temporada de The Walking Dead teve seu início no último domingo (23/10) e, com o episódio The Day Will Come When You Won’t Be, o vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan, de Supernatural) e Lucille – o seu bastão de beisebol –, fizeram suas primeiras vítimas. Numa “tacada” só, a estreia da nova fase da série, que adapta as HQs de Robert Kirkman, abalou tanto os fãs quanto o grupo liderado por Rick Grimes (Andrew Lincoln, de Strike Back) ao fazer da introdução do vilão uma experiência chocante, cruel e extremamente visceral. Veja as primeiras cenas:

No painel oficial da atração na New York Comic 2016, a atriz Danai Gurira (Treme) – intérprete de Michonne – já havia avisado que o Governador (o antagonista de temporadas anteriores, vivido por David Morrissey, de A Colheita do Mal) seria “peixe pequeno” se comparado ao estreante Negan. Perverso, sádico e sanguinário, o novo adversário mostrou o seu potencial para aterrorizar a todos em um capítulo relativamente curto, com bem aproveitados 44min de duração, no qual o público pôde sentir que ninguém está seguro (inclusive seus personagens favoritos!).

Para manter a tradição, The Walking Dead cria certo mistério sobre quem será morto, repetindo cenas da season finale, trazendo flashes sobre cada um na mira de Lucille e a exibição em primeira pessoa da perspectiva de Rick. Deste modo, somente aos 13min é que o telespectador descobre que Abraham (Michael Cudlitz, de Southland: Cidade do Crime) foi o escolhido na abertura das atrocidades de Negan, quando… BAM! Aos 18min, mais uma baixa: chegou a hora de Glenn (Steven Yeun, de Voltron: O Defensor Lendário). Choque geral. Na TV e fora dela também.

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Na TV, The Walking Dead recriou todos os detalhes da morte de Glenn vistos nas HQs. (Foto: Reprodução)

Porém, o terror e a brutalidade não pararam por aí. Em um dos momentos mais tensos deste episódio (e foram vários!), Negan obriga Rick a cortar o braço do próprio filho, Carl (Chandler Riggs, de Segredos de um Funeral), ameaçando a vida de todos que foram capturados pelos Salvadores. A tragédia completa não se concretiza porque o ex-policial definha perante o seu inimigo (e era isso que Negan queria), arrancando um enorme “ufa!” de todos que assistiram ao começo da sétima temporada do programa, na transmissão simultânea realizada pelo Canal Fox.

Bem dirigido por Greg Nicotero, o episódio optou por manter fidelidade às histórias em quadrinhos ao encerrar de maneira horripilante a jornada do carismático Glenn – algo que o seriado vinha indicando desde a sexta temporada – e, mesmo com a palavra com “F” vetada, fez de Negan o antagonista boca suja que ele é nas páginas dos gibis. Ocupando posições opostas, destacam-se as brilhantes atuações de Andrew Lincoln e Jeffrey Dean Morgan, com o primeiro dando face ao desespero e impotência e o outro sendo a total e teatral personificação do mal.

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Impotente, Rick não vê outra escolha a não ser “trabalhar” para Negan. (Foto: Gene Page/AMC)

Embora ainda não tenha introduzido O Reino, o ‘Rei’ Ezekiel (Khary Payton, de Os Jovens Titãs) nem a tigresa Shiva, a mais famosa série de zumbis já tem audiência assegurada até o fim, uma vez que Negan deixou uma primeira impressão e tanto e o público segue ansioso para ver a vingança prometida pela viúva Maggie (Lauren Cohan, de Boneco do Mal).

Abaixo, assista ao teaser de The Well, o segundo capítulo da 7ª temporada de The Walking Dead:

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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