Supergirl: 5ª temporada tem luta de heroína contra perigos da tecnologia

Assim como The Flash e Batwoman, Supergirl é mais uma produção do canal norte-americano The CW a ter seu final de temporada antecipado – foram transmitidos apenas 19 episódios, dos 22 planejados – por conta da pandemia do novo coronavírus. Orquestrada pelos showrunners Jessica Queller (Gossip Girl) e Robert Rovner (Crossing Jordan), a nova fase do programa deixou a política de lado para debater sobre o uso excessivo da tecnologia.

Agora, Kara Danvers (Melissa Benoist, de Glee: Em Busca da Fama) e seu alter ego, Supergirl, lidam com a ascensão da empresária Andrea Rojas (Julie Gonzalo, de Dallas), que recentemente comprou a CatCo para alancar a Obsidian North, sua companhia dedicada ao desenvolvimento de uma plataforma de realidade virtual. Com ampla divulgação na mídia, a CEO tenta fazer com que todos os habitantes de National City adquiram suas lentes VR.

Thomas Lennon e Melissa Benoist na quinta temporada de Supergirl

No centésimo episódio, Supergirl viaja por versão alternativas de sua história com Mxyzptlk. (Foto: The CW)

Mas, como em toda tecnologia inovadora, há aqueles que planejam usá-la para o mal. Assim, entra em cena a chamada Leviathan, uma organização terrorista formada por criaturas ancestrais, vindas do planeta Jarhanpur, que está infiltrada na Obsidian. Seus principais membros são Gamemnae (Cara Buono, de Stranger Things) e Rama Khan (Mitch Pileggi, de Arquivo X), que operam, respectivamente, como espécies de divindades da tecnologia e da terra.

O roteiro se desenvolve bem, pregando sobre como fugir da realidade pode ser tentador e como o bom jornalismo vem dando lugar a conteúdos superficiais. Porém, no período posterior à Crise nas Infinitas Terras, Supergirl deixa a Terra 38 e vai para a Terra Prime (onde estão The Flash, DC’s Legends of Tomorrow, Batwoman e Raio Negro). Nesta realidade, é Lex Luthor (Jon Cryer, de Two and a Half Men) quem dá as cartas e assume os holofotes.

Lex Luthor tenta manobrar sua irmã, Lena (Katie McGrath), contra Supergirl. (Foto: Bettina Strauss/The CW)

Lex Luthor tenta manobrar sua irmã, Lena (Katie McGrath), contra Supergirl. (Foto: Bettina Strauss/The CW)

A partir daí, vemos que os aliens não são únicos vilões. Enquanto desenrola as tramas de Luthor, o seriado coloca seus personagens secundários diante de dinâmicas totalmente inéditas. J’onn J’onzz (David Harewood, de Homeland) e Alex Danvers (Chyler Leigh, de Grey’s Anatomy) deixam o DEO (comandado por Luthor) para atuar à margem da lei, à medida que Brainy (Jesse Rath, de Defiance) e Sonhadora (Nicole Maines, de Royal Pains) tem seu relacionamento estremecido.

Além disso, há dois novatos em Supergirl. O repórter William Dey (Staz Nair, de Game of Thrones) chega como parceiro de Kara Danvers e flerta como seu próximo interesse amoroso, assim como há o debute de Kelly Olsen (Azie Tesfai, de Jane the Virgin), irmã de Jimmy Olsen (lembrando que Mehcad Brooks deixou o programa), funcionária da Obsidian e par romântico de Alex. Reforços pontuais que agregam ao elenco e enredo da atração.

À esquerda, William Dey (Nair) investiga as ações da Leviathan. (Foto: The CW)

À esquerda, William Dey (Nair) investiga as ações da Leviathan. (Foto: The CW)

Promovendo um diálogo importante, a quinta temporada de Supergirl comete o pecado de não se aprofundar mais na utilização indevida das novas tecnologias – tendo seu ápice no capítulo “Alex in Wonderland” –, e por destacar demais a participação de Lex Luthor, pois, são raros os momentos que Cryer entrega atuação à altura do vilão da DC Comics.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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