Stargirl: para família, série acerta com conflito de gerações e rica mitologia

Símbolo de uma nova fase para a DC na TV, Stargirl foi lançada simultaneamente no serviço de streaming DC Universe e no canal americano The CW, dando vida à personagem criada por Geoff Johns para os quadrinhos no final da década de 1990. E, sob o comando do próprio Johns com Greg Berlanti, o show dedicou sua primeira temporada a uma aventura leve, divertida e colorida que trouxe como mote o conflito de heróis e vilões de gerações diferentes.

Composto por treze episódios de aproximadamente 40 minutos de duração, o programa segue a jornada de Courtney Whitmore (Brec Bassinger, de Bella e os Bulldogs) em sua mudança para a cidade de Blue Valley, para acompanhar sua mãe, Barbara (Amy Smart, de Apenas Amigos), recém-casada com Pat Dugan (Luke Wilson, de Idiocracia). Lá, a garota descobre que seu padrasto atuou na Sociedade da Justiça e se vê escolhida heroína pelo Cajado Cósmico.

Nova Sociedade da Justiça em Stargirl

Pat Dugan constrói a armadura F.A.I.X.A. e seu une aos novos heróis. (Foto: DC)

Enquanto tenta dominar o item de poder que pertencera a Starman, fundador da SJA, a protagonista vê que Blue Valley tem sido o esconderijo dos vilões da Sociedade da Injustiça da América, disfarçados em alguns postos estratégicos para garantir do comando da pequena cidade, assim como o progresso dos seus planos. Qual o objetivo dos antagonistas? Emitir um sinal de dominação mental pelo país para, assim, “guiar a América a sua grandeza novamente”.

Além da crítica ao governo de Donald Trump, o seriado milita pela igualdade e diversidade, incumbindo a Courtney a missão de recrutar novos heróis. Deste modo, somos apresentados a Yolanda Montez (Yvette Monreal, de Rambo: Até o Fim), de origem latina, como Pantera, à afro-americana Beth Chapel (Anjelika Washington, de Crush à Altura) como Doutora Meia-Noite e ao órfão Rick Tyler (Cameron Gellman, de Heathers) no traje de Homem-Hora.

A Sociedade da Injustiça foi responsável pelo massacre da primeira SJA. (Foto: DC)

O embate entre gerações ocorre porque figuras como Geada (Neil Jackson, de Absentia) tem cultivado ódio, vingança, desprezo e ganância, elementos que envenenaram o mundo e fizeram com que até os mais jovens se deparassem com ambientes tóxicos. Porém, a obra não demoniza adultos, tendo Pat e Barbara como faróis de esperança, à medida que Cindy Burman (Meg DeLacy, de The Fosters), a Shiv, aponta que o mal floresce também entre a juventude.

Situado na Terra 2 do Arrowverse, o título aproxima o espectador de figuras da Era de Ouro dos quadrinhos, com suas ligações a formação original da Sociedade da Justiça e seus maiores adversários, que, por serem personagens dos anos 1940, não são tão conhecidos pelo público adolescente, ao qual a série se destina. Outro ponto positivo é a introdução dos Sete Soldados da Vitória, que pode render versões alternativas de heróis como o Arqueiro Verde.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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