Selvagem e explosivo, Kong: A Ilha da Caveira é legítimo arrasa-quarteirões

O Rei está de volta. Após 12 anos longe das telonas, o maior monstro das selvas reestreia nos cinemas protagonizando a mega aventura Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island, EUA, 2017), que entra em cartaz nesta quinta-feira (09/03). Dos produtores de Godzilla, o novo filme de King Kong se distancia da história clássica reproduzida por Peter Jackson (O Senhor dos Anéis), em 2005, para apresentar o mítico gorila enfrentando as ameaças de seu habitat natural, a chamada Ilha da Caveira. E o resultado disso é uma superprodução selvagem e grandiosa.

Sob a direção de Jordan Vogt-Roberts (Os Reis do Verão), a obra começa a fundamentar seu enredo em meados da década de 1940 – com a 2ª Guerra Mundial –, porém, se passa no início dos anos 1970, com os desdobramentos da Guerra Fria e da Guerra do Vietnã. Numa época de avanços e progresso tecnológico, uma equipe de cientistas decide embarcar numa expedição para um dos poucos territórios inexplorados do planeta, no intuito de conhecer seus mistérios antes que os russos o façam. Contudo, eles não imaginam os perigos que os aguardam na Ilha da Caveira.

Kong: A Ilha da Caveira causa impacto com suas cenas de explosões e lutas viscerais. (Foto: Warner)

Kong: A Ilha da Caveira causa impacto com suas cenas de explosões e lutas viscerais. (Foto: Warner)

Guiados pela Teoria da Terra Oca (que afirma que o subterrâneo é habitado por monstros), os pesquisadores Randa (John Goodman, de Rua Cloverfield, 10) e Brooks (Corey Hawkins, de 24: Legacy) recrutam o rastreador mercenário James Conrad (Tom Hiddleston, de Thor) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson, de O Quarto de Jack) para a jornada, além da escolta do Coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson, de Os Oito Odiados). Entretanto, ao chegarem de forma agressiva, os desbravadores despertam toda a ira de Kong e do mal que reside abaixo de ilha.

Com cenas de ação belíssimas, estilo em sua narração e trilha sonora com clássicos do rock, o blockbuster se concentra em reintroduzir o rei gorila de maneira diferente e inovadora, descrevendo o seu relacionamento com as pessoas moradoras da Skull Island, outras criaturas deste improvável ecossistema e sua antiga rixa com os “lagartos da caveira”. Por outro lado, o título deixa de trabalhar na identificação e na empatia de seus personagens humanos, embora cada um tenha o seu momento de destaque e deva voltar na sequência da franquia.

Antes de encarar aviões em cima de um prédio, Kong já treinava derrubando helicópteros... (Foto: Warner)

Antes de encarar aviões em cima de um prédio, Kong já treinava derrubando helicópteros… (Foto: Warner)

Uma experiência colossal em 3D, Kong: A Ilha da Caveira representa um passo promissor rumo a Godzilla vs. Kong (previsto para 2020).

Há 1 cena pós-créditos.

Kong: A Ilha da Caveira estreia nesta quinta-feira (09/03) nos cinemas.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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