Invincible VS: pancadaria épica com história vazia

Invincible VS: pancadaria épica com história vazia
Foto: Quarter Up

Pancadaria épica direto da animação

Invincible VS chega com uma proposta bastante promissora: repleta de personagens super poderosos mergulhados em violência, Invencível é uma obra perfeita para inspirar um jogo de luta. Desenvolvido pela Quarter Up em parceria com a Skybound Games, o jogo aposta justamente naquilo que tornou a animação um fenômeno: violência exagerada, pancadaria brutal e personagens extremamente poderosos atacando uns aos outros.

E, visualmente, o jogo realmente impressiona. Os gráficos são bonitos, estilizados e conseguem reproduzir muito bem a identidade visual tanto da série animada quanto dos quadrinhos. O gore também está presente em peso, trazendo toda a brutalidade que os fãs esperariam de um jogo de Invencível.

A trama frustrante em Invincible VS

O problema começa quando o modo história tenta sustentar algo maior. A trama até inicia de maneira interessante, apresentando uma narrativa promissora e cheia de possibilidades. Porém, conforme avança, o roteiro claramente se perde. A trama começa a repetir ideias, entra em conflitos sem muito peso e transforma grandes acontecimentos em algo banal e sem impacto.

As batalhas da reta final sofrem bastante com isso. Em vez de entregar confrontos memoráveis e épicos, o jogo cai em um repeteco cansativo, com lutas que parecem existir apenas para prolongar a campanha  – que já é extremamente curta. E, cá entre nós, se um Modo História de uma hora e meia trouxer a sensação de ser enrolado demais, é porque o jogo errou feio.

Dessa forma, fica claro que falta história, falta esforço e, principalmente, falta um grande boss que realmente marque a experiência. O final aberto até sugere uma possível continuação ou expansão da história, mas, até lá, fica muito mais a sensação de desapontamento do que de expectativa.

Na jogabilidade, a experiência também é um pouco dividida. O combate é bastante confuso no começo, exigindo um tempo até que o jogador realmente entenda o ritmo e os comandos. E existe um detalhe que pode agradar ou incomodar bastante: todos os personagens compartilham praticamente os mesmos comandos, mudando apenas seus resultados: golpes e habilidades específicas. Isso torna o aprendizado mais acessível, mas também reduz bastante a sensação de individualidade entre os lutadores.

Ainda assim, seria injusto dizer que Invincible VS é ruim. Pelo contrário: existe uma base muito divertida e cheia de potencial aqui. O combate funciona, a violência diverte e o universo continua extremamente carismático. Mas o jogo constantemente passa a sensação de que poderia ser muito mais do que realmente é.

No fim, Invincible VS é um game promissor, divertido e visualmente charmoso, mas que deixa a impressão de ter parado no meio do caminho. Um bom começo para algo maior  – mas ainda longe de alcançar todo o potencial que a franquia merece.

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