Como Mágica é a nova animação da Netflix que está conquistando o público do mundo todo. Ela é simples, mas também divertida e encantadora.
Entre pookoos e javans
O filme acompanha Ollie, um pequeno animal que vive preocupado com a chegada do inverno. Com isso, teme pela fome que vai atingir seu povo, sentindo a culpa disso nos pelos.
Tudo muda quando ele acaba se envolvendo com a pássara que causou a escassez de comida na região. O que começa como uma relação de rivalidade vai, aos poucos, se transformando em uma amizade divertida e inesperada, enquanto os dois embarcam em uma jornada cheia de descobertas, como mágica.

O grande destaque da animação está no seu universo, que é pra lá de criativo. O longa cria um mundo bonito e bem diferente, onde os animais possuem características de plantas, formando criaturas e cenários fascinantes. É uma estética leve, colorida e bastante encantadora, produzindo uma experiência bem agradável para o espectador.
Um clichê que se transforma como mágica
A história, no geral, não consegue fugir muito do clichê. Dessa forma, vemos o protagonista deslocado, a amizade improvável, a aventura de autodescoberta… nada que não tenhamos visto antes. Mas o filme entende muito bem a história que quer contar, e um clichê bem executado sempre vale mais do que uma ideia original feita de qualquer jeito.

E é justamente quando parece seguir por um caminho unicamente previsível que Como Mágica surpreende de verdade. A animação entrega uma grande reviravolta que, de fato, dá um enorme twist à trama, dando um novo peso emocional para toda a jornada da primeira metade. É o tipo de reviravolta que realmente pega o público desprevenido e torna a experiência tão única e gratificante.
No fim, Como Mágica conquista por seu coração enorme. Entre um universo criativo, personagens carismáticos e uma surpresa genuinamente impactante, o título entrega uma aventura leve, acolhedora e muito fácil de ser aproveitada pelo público.

