Halo: Master Chief é soldado renegado em 1º episódio

Carlos Bazela
Halo: Master Chief é soldado renegado em 1º episódio

Games são uma fonte inesgotável de adaptações para outras mídias. E quando falamos em Halo, que carrega consigo uma legião de fãs por ser um dos títulos responsáveis pelo sucesso do console Xbox, as apostas são altas. Uma aposta que o streaming Paramount+ decidiu pagar. O resultado é a série de mesmo nome, cujo primeiro episódio chegou ao serviço na quinta-feira (24).

A convite do Paramount+, fomos  ao Jockey Clube de São Paulo para uma exibição especial do capítulo piloto e, logo de cara, percebemos que a série não se conteve nas cenas de ação. Com a breve explicação de que a história se passa no ano de 2552 e um ou outro diálogo que contextualizam a geopolítica da época, a primeira meia-hora do piloto se destaca pelo combate frenético e violento entre o pelotão Silver, liderado pelo soldado Spartan Master Chief (Pablo Schreiber, de Orange is The New Black) contra os alienígenas da raça Covenant em um posto avançado no planeta Madrigal.

As cenas destacam a destreza do esquadrão em combate e provam sua superioridade frente aos humanos residentes no planeta, que, mesmo armados, acabam massacrados em poucos minutos pela força e armamento superior dos aliens. O saldo da batalha é o pelotão Silver recuperando um artefato que desperta pensamentos estranhos no Master Chief e levando a jovem Kwan Ha (Yerin Ha, de Reef Break), única sobrevivente do ataque.

Contudo ao chegarem no planeta Reach, base dos Spartans, Master Chief recebe a ordem do comando superior para matar Kwan Ha como queima de arquivo. O soldado, então, decide salvar a moça e parte com ela para entender o porquê de, depois de tanto tempo lutando, decidir questionar suas ordens. E qual a relação disso com o objeto encontrado.

Humanidade desunida

O começo de Halo já mostra que a humanidade estava em conflito antes mesmo do Covenant aparecer. Os colonos de Madrigal, por exemplo, temiam os Spartans como uma força de opressão da UNSC (United Nations Space Command), que controla toda a galáxia e está sediada em Reach.

Em sua estreia, Halo garante o fan service aos gamers com imagens do combate vistos pela ótica do capacete do Master Chief e uma grande fidelidade visual nas armaduras dele e dos outros Spartans, como Riz (Natasha Culzac, de The Witcher), Kai (Kate Kennedy, de Handy) e Vannak (Bentley Kalu, de Team Jay). Mas, não entrega nada sobre as motivações da guerra. Ainda que tenha passagens do lado dos Covenant, apontando que o conflito terá muitas camadas a serem exploradas.

Durante a 1h de duração do episódio, a sensação do espectador, principalmente quem nunca teve contato com os jogos da franquia, é de ser jogado no meio da história. Então, até mesmo a desobediência do Master Chief acaba tendo um peso menor do que para os veteranos de controle no Xbox, por exemplo.

Quebrando tabus

A série Halo chegou ao Paramount+ desconstruindo um dos maiores dogmas da franquia: revelar o rosto do Master Chief, algo que nunca aconteceu nos games. Uma decisão importante para que possamos ter contato com o lado humano do soldado, enquanto exploramos sua dinâmica com Kwan Ha e desvendamos os segredos de UNSC e da Dra. Catherine Halsey (Natascha McElhone, de Designated Survivor), responsável pelo projeto Spartan.

Assim, Halo começa empolgante no streaming. E seus episódios semanais prometem uma jornada sobre descobertas, que tem tudo para honrar a riqueza de uma narrativa que vem conquistando fãs há 20 anos, enquanto entrega a ação marcante dos jogos de tiro.

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