Dragon’s Dogma: adaptação de RPG reflete sobre perpetuação da violência

Embalada pelo sucesso das três temporadas do anime de Castlevania, a Netflix lançou em setembro uma adaptação do game de ação e RPG Dragon’s Dogma, cujo desenvolvimento é assinado pela Capcom. Também voltada para o público adulto, a atração possui Shinya Sugai (Shikizakura) na direção, Kurasumi Suyama (Cyborg 009: Call of Justice) no roteiro e Kaoru Nishimura (Trinity Seven: 7-nin no Masho Tsukai) no design de personagens.

Em apenas sete episódios de aproximadamente 22min de duração, o título acompanha a transformação de Ethan (Greg Chun, de 2020 – Japão Submerso) que, depois de ter sua vila destruída e esposa assassinada pelo Dragão (David Lodge, de Power Rangers ao Resgate) que lhe devorou o coração, volta à vida como o Ressurgido. Seu objetivo então é cruzar o continente para impor sua vingança ao monstro cuspidor de fogo que lhe tirou tudo.

Ethan percebe que há uma linha tênue entre homens e monstros. (Foto: Netflix)

Para sua missão, o protagonista conta com a Hannah (Erica Mendez, de Lego Friends), que exerce a função de “peão”, isto é, uma espécie de assistente dona de poderes mágicos. Em seu caminho para encarar o vilão, a dupla se depara com uma variedade de criaturas perigosas, como um ciclope, duendes, um grifo, mortos-vivos e um súcubo. Porém, no fim das contas, os humanos que surgem na estrada acabam mostrando a verdade face do mal.

Estrategicamente, cada episódio do anime possui como título um dos sete pecados capitais. Dessa forma, o Ressurgido é exposto às materializações da ira, gula, inveja, preguiça, ganância, luxúria e orgulho, experiência que causa impacto nas ações e personalidade do herói. A mensagem aqui, a exemplo do que acontece fora da ficção, é que a exposição a situações negativas faz com que as pessoas lidem com o que é ruim de maneira insensível ou natural.

Hannah se vê como assessório de Ressurgido, mas Ethan lhe dá humanidade. (Foto: Netflix)

Curto, maduro e propositalmente brutal, Dragon’s Dogma alerta contra a perpetuação da violência, um problema que tem guiado as piores decisões da humanidade desde sempre. Contudo, mesmo com o tom pessimista, a série animada tem em Hannah o sinal de que o amor e o cuidado podem sempre fazer a diferença no mundo.

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