Demon Slayer entrega lutas eletrizantes e lições de fraternidade e empatia

Demon Slayer traz lutas eletrizantes e lições de fraternidade e empatia

Baseado no mangá de Koyoharu Gotouge para a Shueisha (responsável pela publicação da Weekly Shonen Jump), Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba tem se consolidado como um verdadeiro fenômeno entre os fãs de animes desde seu lançamento no começo de 2019. Atualmente, o título está disponível no catálogo do Crunchyroll e tem seu primeiro filme, Demon Slayer: Infinity Train, batendo recordes de bilheteria nos cinemas asiáticos.

Nos 26 episódios que compõem a primeira temporada, a produção conta o início da história de Tanjiro Kamado (Natsuki Hanae), jovem que descobre os perigos de um mundo onde a humanidade divide espaço com os “onis”, que, na prática, são demônios que se fortalecem ao se alimentar de pessoas. Essas criaturas, na verdade, nada mais são do que humanos contaminados pelo sangue de Muzan Kibutsuji (Toshihiko Seki), o primeiro dos oni.

Na saga intitulada “Arco do Desígnio”, Tanjiro decide se juntar ao Esquadrão de Exterminadores responsável por combater os monstros. O protagonista, por sua vez, é motivado a isso após encontrar sua família chacinada pelos onis. Em tal tragédia, o menino da vila de carvoeiros encontra apenas sua irmã, Nezuko (Akari Kitô), ainda com vida. Mas uma existência amaldiçoada. Afinal, a garota revela ter sido transformada em demônio.

Buscando salvação

Sim, o objetivo de Tanjiro é eliminar Kibutsuji e seus guerreiros de elite, os Doze Kizuki (monstros com habilidades extraordinárias). Porém, em suas ações, o herói demonstra maior devoção à irmã, carregando-a em uma caixa para protegê-la do sol, e enfoque na busca pela cura de Nezuko. Para tanto, Tanjiro se alia à Tamayo (Maaya Sakamoto), uma médica oni, que pede a ele que recolha amostras de sangue dos Kizuki para estudar suas propriedades.

Muzan Kibutsuji tem um critério misterioso para escolher quem transforma em oni.

Além disso, o destaque da trama é a forma como Tanjiro enxerga os onis. Mesmo que tenha que matá-los, o adolescente é capaz de compreender o sofrimento imposto pelas condições de vida dos onis, assim como todos os traumas que carregam de suas experiências humanas. E essa sensibilidade é o que difere o protagonista de outros personagens de animes.

Espadas e molecagem

Como bom shounen, Demon Slayer capricha em suas cenas de combate, nas quais Tanjiro e outros espadachins demonstram perícia ao realizar golpes especiais com suas lâminas – impulsionados por técnicas de respiração associadas a elementos como água e relâmpago. O colorido desses trechos chama a atenção e conquista até mesmo quem acompanha animes há tempos. Junto a isso, o contraste do sangue jorrando sem filtro é ponto marcante.

Para completar, o anime ganha um tom mais divertido com a inserção do medroso e mulherengo Zenitsu Agatsuma (Hiro Shimono) e do destemperado Inosuke Hashibira (Yoshitsugu Matsuoka), que chegam para agitar os dias de Tanjiro, assim como ajudá-lo durante suas missões. Desta forma, o programa dosa bem ação, sentimentalismo e humor, mistura essa que deve garantir vida longa ao título nas telinhas e nos cinemas.

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