Crash Bandicoot 4: It’s About Time garante diversão com desafio absurdo

Trazido ao Brasil pela Carreta Furacão, Crash Bandicoot 4: It’s About Time marca o retorno da franquia iniciada lá em 1996 para PS One e, recentemente, atualizado em Crash Bandicoot N. Sane Trilogy e Crash Team Racing Nitro-Fueled. Disponível para PS4 e Xbox One, o game proporciona uma experiência indicada aos jogadores que gostam de desafios (ou de passar nervoso!) e para quem quer matar a saudade do marsupial em uma aventura inédita.

Neste título lançado pela Activision, a história começa onde parou a trilogia original: com os vilões Neo Cortex e o Dr. Nefarious tropy fugindo de sua prisão interdimensional e rompendo as barreiras do espaço e do tempo. Sendo assim, cabe a você conduzir a dupla Crash e Coco por uma viagem insana entre épocas muito distintas e realidades paralelas e salvar o dia. Porém, prepare-se, porque o gameplay evoluiu, trazendo uma série de novos recursos.

Aventura pelo multiverso

A busca pelos antagonistas leva os jogadores a dez cenários que variam entre paisagens futuristas a períodos históricos mais antigos, nos quais é preciso superar de duas a seis fases para se encarar o boss. Se o modelo do jogo lembra muito os clássicos de plataforma, o caminho se mostrando uma experiência inteiramente nova até para os mais experientes.

Sim, a principal novidade é a dificuldade aumentada que se nota em cada elemento das telas, que parecem terem sido desenvolvidas pela Toys for Bob para tentar te eliminar a todo custo. Não à toa que, seja por causa de dragões voadores ou estátuas enfeitiçadas, sobreviver é tão difícil que o título tem um “modo moderno”, em que não há limite de vidas.

No game, Crash, Coco e Tawna se tornam personagens jogáveis. (Foto: Activision)

Nesta jornada, uma surpresa é a personagem Tawna, que remete à ex-namorada de Crash e oferece jogabilidade mais arrojada do que os protagonistas, com seus ganchos e pulos de uma parede a outra.

Máscaras Quânticas e novas dinâmicas

Ao longo do game são desbloqueadas as chamadas Máscaras Quânticas, itens de poder dos quatro guardiões do tempo e espaço. Com elas, Crash e Coco se tornam capazes de materializar e desmaterializar objeto, utilizar a força da “matéria escura” para quebrar blocos mais resistentes, desacelerar o tempo e inverter a gravidade.

As máscaras quânticas mudam as dinâmicas do game com fases dificílimas! (Foto: Activision)

É claro que todos esses poderes não chegam de graça. Cada habilidade especial surge como solução para se avançar pelos desafios, mas também vem com “pegadinhas” próprias. Por exemplo, ao materializar elementos, você precisa ter o timing perfeito para acertar pulos ou evitar caixas de TNT e Nitro. Mas não se desespere. Aqui vale a persistência.

O desafio da personalização

São muitas as opções de skins para Crash e Coco. Contudo, o jogo não entrega de bandeja os trajes alternativos. Desta forma, para liberar os uniformes, é necessário dar conta das cinco gemas de cada fase, que na prática são desafios bem específicos como quebrar todas as caixas ou morrer até três na tela. Nossa dica é priorizar uma missão por vez.

Diversão que vale a pena

Disponível exclusivamente em edição digital, Crash Bandicoot 4: It’s About Time rende horas e horas de diversão, com múltiplas maneiras de se jogar mesmo após a conclusão da história e com uma elogiável localização em português – que mantém o humor afiado da saga.

Por aqui, testamos a versão para PlayStation 4 cedida a nós pela Activision.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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