Confusa, 6ª temporada de Arrow erra o alvo

Uma flecha pode acertar o mesmo alvo duas vezes? Para a série Arrow, a resposta é “não”. Tentando repetir os feitos do impactante ano 5, a sexta temporada da atração inspirada nos quadrinhos da DC Comics mostrou a ascensão de um vilão implacável, que assume o controle de Star City, enquanto a equipe do Arqueiro Verde tenta conciliar sua carreira como vigilantes com a vida pessoal. Além da trama policial e política, o programa recuperou personagens clássicos, assim como traçou o destino de figuras secundárias do Arrowverse, mas errou na repetição de roteiro.

Nesta nova fase, Oliver também atua em missões diplomáticas como prefeito. (Foto: Cate Cameron/The CW)

Sobrevivente da batalha em Lian Yu, Oliver Queen (Stephen Amell, de As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras) retorna para sua cidade, agora como prefeito, super-herói e pai do garotinho William (Jack Moore, de Supernatural). Junto ao Team Arrow, o protagonista começa a lidar com a liga de criminosos liderada pelo ciberterrorista Cayden James (Michael Emerson, o Ben Linus, de Lost). Porém, enquanto isso, a influência do traficante Ricardo Diaz (Kirk Acevedo, de Planeta dos Macacos: O Confronto) corrompe Star City, ameaçando Queen como Arqueiro e governante.

Casada com Oliver, Felicity Smoak (Emily Bett Rickards) assume o papel de mãe de William. (Foto: The CW)

Propondo o amadurecimento do seriado, Arrow – que não conta mais com os flashbacks – decidiu adicionar novos ingredientes ao dia a dia de seus personagens, como família, problemas de saúde, ressentimentos e a proteção da lei e dos serviços públicos. Maior exemplo disso é Oliver Queen, que cede o capuz esmeralda a John Diggle (David Ramsey, de Blue Bloods) para se dedicar à paternidade e à carreira política. Contudo, as constantes mudanças na liderança, traições e desconfiança racham o grupo entre veteranos e novatos, resultando numa espécie de “guerra civil”.

Diggle se torna o Arqueiro Verde por 5 episódios. (Foto: Jack Rowand/The CW)

À medida que a série investe numa lavagem de roupa suja, são raros os momentos em que o público pode se empolgar. Para os fãs, a volta de Slade Wilson (Manu Bennett, de 30 Dias de Noite), vulgo Deathstroke, é o principal motivo de comemoração, junto à curta participação de Roy Harper (Colton Haynes, de Teen Wolf) e a aparição de Tommy Merlyn (Colin Donnell, de Chicago Med). No entanto, as jornadas de Vigilante (Johann Urb, de Resident Evil 5: Retribuição) – que enfim tem sua identidade revelada – e da Sereia Negra (Caity Cassidy, de Supernatural) decepcionam.

Diaz vem de classes baixas e passou anos planejando tomar o conta de Star City. (Foto: The CW)

Em formato “à Netflix”, o título do canal The CW brinca com o telespectador ao insinuar um antagonista e, na metade da temporada, empoderar outro – o causa confusão durante os 23 episódios da saga. Potencial Constantine Drakon (icônico adversário do Arqueiro Verde nas HQs), Ricardo Diaz pode não ser unanimidade, porém, impressiona ao virar Star City contra seus maiores defensores. Entretanto, nada isso se confirma com um tiro certeiro.

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