Carnificina Absoluta: HQ sangrenta dá maturidade a Eddie Brock

Uma trama madura e violenta, com um pezinho no terror, publicada pela Marvel Comics? Pode parecer inusitado, mas, sim! Com uma proposta mais adulta, a minissérie Carnificina Absoluta (“Absolute Carnage”, título original) foi lançada em 2019 nos EUA e chegou ao Brasil em três edições comercializadas pela Panini entre de junho e agosto. Em destaque, a narrativa coloca a Terra na mira do novo Carnificina e do deus dos simbiontes, chamado Knull.

Com roteiro de Donny Cates (Motoqueiro Fantasma Cósmico), a história traz Eddie Brock fugindo de Cletus Kasady, que ressuscitou como uma versão ainda mais poderosa do Carnificina e, agora, está decidido a recuperar todos os códices deixados pelos simbiontes em seus hospedeiros terrestres para acordar Knull. Nos velhos tempos, Brock usaria o traje alien Venom para sair na mão com o inimigo, mas agora teme pelo de seu filho, Dylan.

Kasady busca reunir todos os códices matando antigos hospedeiros dos simbiontes. (Foto: Marvel)

Dessa forma, para dar conta do vilão, cabe a Eddie Brock somar forças com o Amigão da Vizinhança, o Homem-Aranha (Peter Parker). Este ponto somente já torna o enredo no mínimo curioso, uma vez que Brock e Parker são adversários históricos. Além disso, diante da ameaça que parece ser invencível, a obra mostra o alter ego de Venom em uma postura mais humilde e responsável, diferente da sua caracterização cheia de testosterona dos anos 80.

Entre o terror e o drama

Em Carnificina Absoluta, a atmosfera de horror da proposta original é ressaltada pela arte de Ryan Stegman (Homem-Aranha Superior), especialmente nas páginas que estampam o simbionte serial killer. No entanto, é o drama que impera sobre a história. Afinal, simultaneamente à luta para proteger o filho, Brock entra em desacordo com o velho parceiro, isto é, o simbionte Venom, de forma que acaba enfrentando perigos sem sua proteção.

Junto de Capitão América, Wolverine, O Coisa e Hulk, Brock se vê completamente exposto às hordas de Carnificina, mas se mantém inflexível no combate por priorizar a vida do menino Dylan. Ou seja, o personagem desempenha ações de heroísmo, mostrando que há honra no personagem, que por vezes surge como antagonista, por vezes como anti-herói. A barba crescida e a aparência surrada mostram que a experiência favoreceu Brock.

Brock está disposto a tudo para salvar seu filho, que herdou um dos códices. (Foto: Marvel)

Uma saga em tiro curto – com apenas 7 capítulos –, Carnificina Absoluta oferece uma trama simples e repleta de ação, que tem eventos espalhados ainda pelas edições mensais de O Espetacular Homem-Aranha, Venom, Os Vingadores e Carnificina: Contos Inacabados. Com final aberto, a obra tem continuação confirmada na vindoura “King in Black”.

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