Batman: Sangue Ruim aumenta Bat Família no universo animado

Com um universo consolidado entre as animações feitas diretamente para home video, o passo seguinte da DC Comics era expandi-lo. E foi o que ela fez em Batman: Sangue Ruim, lançado em 2016 (e disponível no Brasil em DVD) e dirigido por Jay Oliva, nome conhecido entre as animações de heróis da casa.

A trama começa com uma das primeiras missões de Kate Kane, a Batwoman (Yvone Strahovski, de Chuck), atacando um grupo de bandidos no cais de Gotham. Claro que alguém usando um morcego no peito desperta a atenção do Batman (Jason O’Mara, de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.). E, para desgosto do Cavaleiro das Trevas, Batwoman anda armada.

Robin, Batwing, Asa Noturna e Batwoman em cena de Batman: Sangue Ruim

Novos heróis surgem para proteger Gotham na ausência de Batman.

Os heróis lutam lado a lado e uma explosão repentina acaba jogando o Batman nas águas da baía da cidade. É quando ele desaparece. Agora, Kane precisa juntar forças com Asa Noturna (Sean Maher, de Serenity: A Luta Pelo Amanhã) e Robin (Stuart Allan, de Transformers: Robots in Disguise) para encontrar o paradeiro de Bruce e ainda deter uma onda de crimes em Gotham, que já começa a sentir o desaparecimento de seu principal protetor.

Além disso, um novo vilão, conhecido como “O Herege” (Travis Willingham, de Ben 10), promete ser o desafio definitivo para os vigilantes. Mas, o misterioso Batwing (Gaius Charles, da série Taken) também aparece para ajudar.

Três histórias dos quadrinhos

Neste novo longa, quem tem lido as HQs do Batman na última década, vai identificar pelo menos algumas histórias já publicadas no Brasil. O Herege e a trama principal da animação, por exemplo, vieram de Batman: Nascido Para Matar, que saiu aqui pela Panini e mostra o que Bruce Wayne tem feito para trabalhar com seu filho Damian, quando a mãe do garoto, Talia (Morena Baccarin, de Gotham) retorna com planos maléficos.

Batman & Robin, de Grant Morrison e Frank Quitely, também está lá, com Dick Grayson vestindo o manto do morcego e se tornando o novo Batman ao lado de Damian, depois da suposta morte de Bruce. E, claro, as primeiras histórias da Batwoman dentro de Os Novos 52, reboot feito pela DC em 2009, que conta a origem e os primeiros casos da heroína, além de sua conturbada relação com o Morcegão.

Batwoman luta ao lado de Batman em Sangue Ruim

Na mira da DC, a heroína Batwoman, inclusive, ganhou uma série em live-action.

Como de costume, Sangue Ruim mostra impecável na qualidade do traço e efeitos. Os elementos de origens diferentes também se harmonizam no roteiro, criando uma trama realmente inédita para o personagem em desenho animado.

E ainda sobra espaço para trabalhar questões pessoais, que definem os personagens. São bem explorados na animação o relacionamento entre Damian e Dick Grayson, que ganham uma interessante dinâmica de irmãos, e a sexualidade da Batwoman, detalhe que poderia ter sido deixado de fora, mas está lá. Mostrando que a pluralidade tem espaço no novo universo animado da DC e não haveria como falar dela sem enfatizar esse ponto importante.

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Carlos Bazela

Carlos Bazela

Jornalista e leitor compulsivo, gosta de cerveja, café e chá preto não necessariamente nessa ordem. Fã de boas histórias, principalmente daquelas contadas por meio de desenhos e balões.

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