Tempo: HQ vira bom suspense de M. Night Shyamalan

Tempo: HQ vira bom suspense de M. Night Shyamalan

Você provavelmente já deve ter escutado chavões como “o tempo não para” e “a vida passa num piscar de olhos”. Em seu novo projeto, intitulado Tempo (Old, EUA, 2021), o aclamado diretor M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido) leva frases como estas ao pé da letra. Estreando nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), a produção distribuída pela Universal Pictures se baseia no quadrinho Castelo de Areia, de Pierre Oscar Lévy e Frederik Peeters.

Com a curta, mas bem aproveitada duração de 1h48, o longa-metragem acompanha as férias de uma família prestas a entrar em colapso. O pai, Guy (Gael García Bernal, de Sinfonia Insana), e a mãe, Prisca (Vicky Krieps, de Trama Fantasma), estão decididos a se divorciarem, mas não sem antes curtirem um último passeio com os filhos Trent e Maddox – interpretados, respectivamente, por Nolan River e Alexa Swinton, apenas no começo da narrativa.

Porém, o que seriam as férias dos sonhos acaba se tornando um pesadelo quando a família chega em resort que lhe promete acesso a uma praia exclusiva e paradisíaca. Realmente, até aqui não parece haver problema. Mas, acontece que a praia em questão apresenta um efeito misterioso de rápida passagem de tempo, que faz seus banhistas envelhecerem anos em questão de poucos minutos. Sem saída, todos começam a ver suas vidas esvaindo.

O tempo e a gente

Enquanto os protagonistas e os personagens secundários que surgem para agitar as situações tentam entender o fenômeno ao qual se encontram expostos e procuram uma forma de escapar da praia – o que a cada segundo que se passa parece impossível –, o longa traz importantes reflexões sobre o tempo. A primeira é o quanto as pessoas podem definhar ao longo dos anos, não importa seu status social/financeiro ou aparência na juventude.

A segunda questão marcante é a memória. Trent e Maddox – que logo crescem e são vividos por Alex Wolff (Hereditário) e Thomasin McKenzie (Jojo Rabbit) –, sofrem pela ausência das lembranças que todo mundo tem da transição entre a infância e adolescência. Por fim, o tempo também cura. Como vemos no caso dos pais, cujo envelhecimento acelerado coloca em perspectiva os conflitos que na juventude faziam parecer inevitável a separação.

É claro que todas essas reflexões vêm embaladas por um total clima de suspense, que deixa o público temendo pelo que irá ocorrer no próximo instante. Aqui, o mérito é do diretor, que parece ter tudo sob seu controle para oferecer calculados momentos de angústia a quem está assistindo a obra – que possivelmente não constará na lista de seus trabalhos mais icônicos, mas com certeza será lembrada em mais um ano de lançamentos escassos.

No fim das contas, você pode sair da sessão com algumas dúvidas na cabeça. Porém, uma delas a gente resolve aqui: o título do filme com Marlon Brando e Jack Nicholson é o faroeste Duelo de Gigantes (1976).

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