2ª temporada de The Boys deixa a paródia de lado e consolida trama

A aguardada segunda temporada de The Boys chega ao Amazon Prime Video só em 4 de setembro, mas o BN já teve acesso com exclusividade aos episódios por cortesia do streaming. Logo de início, já é possível ver uma mudança de tom na série. Sim, ainda podemos rir bastante com as analogias a super-heróis conhecidos de outras editoras, porém, a atmosfera da série como um todo está mais carregada. Pelo menos nos 3 primeiros capítulos.

E esse segundo ano promete não ser nada fácil para os rapazes. Procurados como os cúmplices de Billy Butcher (Karl Urban, de Star Trek), incriminado pelo assassinato da VP da Vought, Madelyn Stillwell (Elizabeth Shue, de Despedida em Las Vegas), Hughie (Jack Quaid, de Jogos Vorazes), Mother’s Milk (Laz Alonso, de Os Mistérios de Laura), Frenchie (Tomer Capon, de Fauda) e Kimiko (Karen Fukuhara, de Esquadrão Suicida), surgem escondidos em um porão, sendo abrigados por uma gangue de traficantes haitianos.

Frenchie, Hughie, Billy Butcher e Mother's Milk na segunda temporada de The Boys

Com a guerra entre os rapazes e os heróis, a nova temporada vem ainda mais violenta. (Foto: Amazon)

Enquanto o time pensa na melhor maneira de limpar seu nome e escapar da morte pelas mãos do Homelander (Antony Starr, de Banshee) e do restante dos Sete, a superequipe que, por sua vez, faz do funeral de Translúcido (Alex Hassel, de Cold Montain) um evento público, criando como história fachada para sua morte uma suposta missão militar contra terroristas. Tudo para fazer o público comprar a ideia de se utilizar superseres no front e seguir pressionando a opinião pública a seu favor.

A dinâmica entre Hughie e Annie, a Starlight (Erin Moriarty, de Capitão Fantástico), é outro destaque. Tentando superar as mágoas deixadas pela última temporada, o casal trabalha junto em segredo com o objetivo de expor o conglomerado Vought e seu maior segredo: a existência do Composto V.

O furacão Stormfront

Se tudo parece um pesadelo para os mocinhos, para Homelander, por outro lado, as coisas não poderiam estar melhores. O símbolo super-heroico estado-unidense segue dando as cartas, ameaçando membros de sua própria equipe e se vê na chance de intimidar até o chefão da mega empresa, Stan Edgar (Giancarlo Esposito, de Breaking Bad). Até que surge Stormfront (Aya Cash, de O Lobo de Wall Street).

A novata da equipe chega para substituir Translúcido e ganha a simpatia do espectador assim que entra em cena pelo seu jeito despojado e por mostrar que não está nem aí para os acessos de demonstração de poder do líder dos Sete. E ver alguém tão egomaníaco quanto ele a ponto de explodir é um dos pontos altos desse começo de temporada. Contudo, as atitudes da moça parecem ser algo muito mais planejado do que apenas rompantes de sinceridade despretensiosa. Ela é mais do que parece isso promete grandes momentos nesse segundo ano.

Stormfront é novidade na segunda temporada de The Boys

Novata, a heroína Stormfront demonstra domínio sobre as redes sociais. (Foto: Amazon)

No mais, se grande parte dos primeiros arcos de The Boys nas HQs se sustentam no escárnio com o universo dos supers para só depois mergulhar em algo realmente sombrio, o programa mostra que está pronto para ir para às cabeças de uma vez, com uma linha narrativa sóbria e episódios com reviravoltas que deixam o telespectador ansioso pelo seguinte. Principalmente as que dizem respeito ao arco de Billy Butcher.

Mas, não se preocupe, pois o show criado por Eric Kripke não virou um Heroes com a mão pesada no drama. O humor ácido e a violência explícita e caricata que marcaram a primeira temporada seguem firmes, fortes e sem sinais de despedida. Ainda bem.

Os primeiros três episódios do segundo ano de The Boys estarão disponíveis na data de estreia, 4 de setembro. O restante chega ao catálogo do Amazon Prime Video semanalmente todas as sextas-feiras.

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Carlos Bazela

Carlos Bazela

Jornalista e leitor compulsivo, gosta de cerveja, café e chá preto não necessariamente nessa ordem. Fã de boas histórias, principalmente daquelas contadas por meio de desenhos e balões.

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