1ª temporada: Legends of Tomorrow viaja pelo histórico das HQs da DC Comics

Criada a partir de Arrow e The Flash, DC’s Legends of Tomorrow surgiu como uma aposta do canal americano The CW, reunindo quantidade recorde de super-heróis na televisão, numa aventura através de todo o histórico/repertório dos quadrinhos da DC Comics. Apresentado no crossover das séries do “homem mais rápido do mundo” e do Arqueiro Verde (respectivamente, nos episódios Legends of Today e Legends of Yesterday), o time de viajantes do tempo teve uma primeira temporada relativamente reduzida, mas que destacou-se quando conseguiu se aproximar de clássicos das HQs, como a Sociedade da Justiça e Jonah Hex.

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Capitão da Cavaleiro do Tempo, Rip Hunter tem dificuldades para conquistar a confiança do time. (Foto: The CW)

Com 16 capítulos (o comum é ter 22 ou 23), Legends of Tomorrow mostrou um grupo de personagens secundários virando protagonistas na luta contra Vandal Savage (Casper Crump, de A Lenda de Tarzan), um tirano imortal que domina a Terra em 2166. Reunidos por Rip Hunter (Arthur Darvill, de Doctor Who), Átomo (ou Eléktron)/Ray Palmer (Brandon Routh, de Superman: O Retorno), Canário Branco/Sara Lance (Caity Lotz, de Mad Men), Nuclear – fusão do Dr. Martin Stein (Victor Garber, de Alias: Codinome Perigo) e Jefferson Jackson (Franz Drameh, de No Limite do Amanhã) –, a dupla de criminosos Capitão Frio/Leonard Snart e Onda Térmica/Mick Rory (Wentworth Miller e Dominic Purcell, ambos de Prison Break), Mulher-Gavião/Kendra Saunders (Ciara Renée, de Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais), Gavião Negro/Carter Hall (Falk Hentschel, de O Ataque), embarcam na nave Cavaleiro do Tempo para sabotar os planos do antagonista.

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Capitão Frio/Leonard Snart e Onda Térmica/Mick Rory já se destacavam como vilões em The Flash, e foram melhor aproveitados em Legends of Tomorrow. (Foto: The CW)

Se Arrow procura ser um drama policial e The Flash se caracteriza como ficção científica, Legends of Tomorrow deixa claro que o foco do programa são mesmo as viagens temporais, apostando em figurinos e trilhas sonoras de época (algo que eleva o nível desta produção e lhe faz merecer elogios), uma vez que a série passeia pelas décadas de 1950, 1970, 1980 e 1990. Além disso, a atração aproveita todas as suas possibilidades para ganhar contornos futuristas, trazendo histórias à la Efeito Borboleta, episódios clichês envolvendo versões jovens dos heróis (em Last Refuge) e a decisão entre eliminar ou não um inimigo ainda criança (em Progeny).

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Ambientado aos anos 50, o capítulo Night of the Hawk é uma espécie de filme de terror. (Foto: The CW)

Tendo mais tempo do que os filmes de gênero similar têm nos cinemas, DC’s Legends of Tomorrow usa esta vantagem para desenvolver as personalidades e conflitos de cada personagem, detalhando a amizade Snart e Mick Rory e a evolução da parceria de Jax e Stein, por exemplo. Como em qualquer equipe disfuncional, o seriado mostra cada um agindo por interesses próprios (a princípio), com o ex-Mestre do Tempo Rip Hunter iniciando sua cruzada para salvar a esposa e filho, que foram chacinados por Vandal Savage, na cidade de Londres em 2166. Entretanto, a exemplo de Vingadores e Guardiões da Galáxia, as “lendas do amanhã” conseguem trabalham juntos e com um objetivo em comum no decorrer da história.

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DC’s Legends of Tomorrow força a barra ao tentar fazer de Eléktron e Mulher-Gavião um casal. (Foto: The CW)

Considerada uma jogada arriscada, por ser estrelada por figuras de menor expressão e, ainda assim, demandar um orçamento alto (devido aos efeitos especiais), Legends of Tomorrow acerta ao colocar Ray Palmer como protagonista e a dar espaço significativo para Snart e Sara Lance. Entretanto, o programa baseado nos gibis da DC Comics erra ao explorar pouco o seu vilão (Vandal Savage causa mais impacto no crossover de Arrow e The Flash), não envolve o telespectador nas tramas que incluem um grande complô dos Mestres do Tempo e, por conter diversos nomes de itens, grupos e organizações, torna difícil a identificação do público.

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Em Blood Ties, Vandal Savage mostra quão mau um vilão com 4 mil anos pode ser. (Foto: The CW)

Após o final da 1ª temporada, fica evidente que os melhores momentos de Legends of Tomorrow foram os episódios Star City 2046, no qual surge um Oliver Queen (Stephen Amell, de As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras) envelhecido, e The Magnificent Eight, com a participação especial de Jonah Hex (Johnathon Schaech, de Texas Rising).

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No futuro, Oliver Queen precisa dos amigos para enfrentar as forças do filho do Exterminador. (Foto: The CW)

Já renovado para a segunda temporada, o seriado promete levar a Sociedade da Justiça para a TV.

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Rex Tyler/Homem-Hora (Patrick J. Adams) se apresenta como membro da Sociedade da Justiça no último episódio da temporada da série. (Foto: The CW)

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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