1ª temporada: Cativante, divertida e poderosa, Supergirl mereceu a renovação

Representando as heroínas dos quadrinhos na televisão, Supergirl teve sua primeira temporada concluída no canal americano CBS, com recorde de audiência na estreia. Ao longo de 20 episódios, a série apresentou uma mistura interessante de poder e delicadeza, o desenvolvimento de sua protagonista, a jovem Kara Danvers (Melissa Benoist, Glee), e contou com participações ilustres, como as de Dean Cain (intérprete de Clark Kent/Superman, em Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman) e Helen Slater (a Supergirl do filme de 1984), e um crossover com The Flash.

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Supergirl mostra que pode ser tão forte quanto qualquer super-herói. (Foto: CBS)

No programa, diante da destruição de Krypton, Kara Zor-El (Benoist) é enviada para Terra, incumbida de proteger seu pequeno primo, Kal-El, que também foi mandado para o planeta. Entretanto, a nave da menina sofre um acidente e é atrasada por uma anomalia temporal, fazendo com que Kara chegasse à Terra com seu familiar já adulto e atuando como o famoso Super-Homem. Então, a garota é adotada pela família Danvers, composta por Jeremiah (Cain), Eliza (Slater) e Alex (Chyler Leigh, de Grey’s Anatomy).

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O jovem Kal-El apareceu no episódio For the Girl Who Has Everything. (Foto: CBS)

Kara Danvers cresce como uma moça terrestre – embora precise esconder os seus poderes –, vítima de inseguranças, vida amorosa complicada e uma chefe extremamente difícil de aturar, chamada Cat Grant (Calista Flockhart, de Brothers & Sisters), dona da CatCo Worldwide Media e do principal jornal de National City (local onde a trama se passa). No trabalho, Kara Danvers se relaciona com Winn (Jeremy Jordan, de Smash), seu melhor amigo, e James Olsen (Mehcad Brooks, de True Blood) – repórter fotográfico vindo de Metrópolis –, por quem nutre interesse.

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Ao longo da temporada, Kara (Benoist) e Cat (Flockhart) demonstram admiração mútua. (Foto:CBS)

Contudo, a rotina pacata da protagonista é deixada de lado devido à queda de um avião, tragédia que lhe encoraja a revelar-se para o mundo, assumindo a identidade de Supergirl, assim como a coloca contra os fugitivos do Forte Rozz, prisão na qual eram mantidos os criminosos mais perigosos do universo. Tamanha ameaça aproxima a Supergirl do Departamento de Operações Extranormais (DOE), a agência militar que combate forças alienígenas, comandada por Hank Henshaw (David Harewood, de Homeland), e que possui Alex Danvers (irmã adotiva de Kara) como agente.

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Junto de Alex (Leigh), Kara (Benoist) captura sua tia, Astra (Benanti). (Foto: CBS)

Além disso, o seriado consegue se aprofundar nas interações de Kara com Winn (que demonstra sentir algo mais do que amizade) e James Olsen, abordando de maneira sensível, cuidadosa e até inocente o que, por vezes, pode configurar um triângulo amoroso. Da mesma forma, foram explorados os altos e baixos da ligação fraternal entre Kara e Alex, culminando em momentos emocionantes. Inicialmente mal-encarado, Hank Henshaw se mostra um protetor dedicado, cujo passado está conectado ao das meninas e um importante aliado: ele é J’onn J’onzz, o Caçador de Marte!

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Alguns capítulos abordaram a história de origem de J’onn J’onzz, o Caçador de Marte. (Foto: TV Insider)

Recorrendo a antagonistas dos gibis do Superman e da Liga da Justiça, como a Banshee Prateada, Circuito-Vivo, Tornado Vermelho e uma versão feminina de Bizarro, o programa oferece ação, lutas cheias de efeitos especiais e novas aventuras. No entanto, a trama principal fica por conta dos kryptonianos Astra (Laura Benanti, de Nashville) – tia da Supergirl e sósia de Alura Zor-El, sua mãe – e Non (Chris Vance, de Transporter: The Series), que, com a ajuda de Índigo (Laura Vandervoort, a Supergirl de Smallville: As Aventuras do Superboy), planejam dominar a Terra com a Míriade. Outro destaque é a figura de Maxwell Lord (Peter Facinelli, o Dr. Carlisle Cullen, de Crepúsculo), bilionário e tecnólogo, que age conforme seus próprios interesses, oscilando entre o bem e o mal.

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A vilã Índigo (Vandervoort) pertenceu ao clã Brainiac. (Foto: CBS)

Ao contrário do que indica no princípio, a série da Garota de Aço não permanece à sombra do Super-Homem, porém, sofre por seguir os modelos criados para Arrow e The Flash, utilizando um acidente como fonte inesgotável de vilões, um personagem expert em informática (o Winn) etc. Positivamente, Supergirl traz histórias elaboradas e femininas, evolução dos papéis, trilha sonora delicada, não explora as atrizes através de situações de apelo sexual nem precisa se apoiar no crossover para alcançar o seu auge.

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O envolvimento de Kara (Benoist) com Winn (Jordan) e Olsen (Brooks) é narrado com sutileza. (Foto: CBS)

Uma grata surpresa, Supergirl tem sua segunda temporada confirmada e está de mudança para o canal The CW, emissora que transmite Arrow, The Flash e DC’s Legends of Tomorrow.

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Elenco de Supergirl celebra o episódio final da primeira temporada. (Foto: CBS)

Assista o vídeo de introdução da Supergirl no The CW:

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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