Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda: sequência divertida para todas as idades

Crítica de Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda
Foto: Glen Wilson/Disney

Lindsay Lohan foi o rosto de diversos clássicos entre comédias e romances adolescentes dos anos 2000. Hoje, aos 39 anos, a atriz está em nova fase e interpreta papeis mais maduros, o que não a impede de revisitar algumas obras do passado. Em 2024, ela participou de Meninas Malvadas: O Musical e, agora, está de volta às telonas com Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda.

Dirigido por Nisha Ganatra (Brooklyn Nine-Nine), o longa se distancia da produção de 2003 e traz Anna Coleman (Lohan) aos seus 36 anos, como mãe solo da adolescente Harper (Julia Butters). No roteiro de Jordan Weiss (Dollface) e Elyse Hollander (Nikolai), Anna é chamada pela direção da escola de Harper, por conta de um desentendimento da filha com uma colega de classe, Lily Reyes (Sophia Hammons). Isso coloca a protagonista diante de Eric (Manny Jacinto), o pai solteiro de Lily.

Anna e Eric se envolvem, o tempo passa, os dois decidem se casar e mudar para Londres, de onde veio o rapaz. No entanto, Harper é totalmente contra deixar sua vida em Los Angeles, enquanto sua avó, Tess (Jamie Lee Curtis), acusa o golpe – sabendo que sentirá saudade das duas. Assim, a mudança que causa desconforto entre as famílias se torna a grande questão do longa.

Três gerações em debate

É então que o raio cai uma segunda vez no mesmo lugar. No entanto, desta vez, Anna e Harper trocam de lugares, assim como Lily e Tess – ou seja, as adolescentes assumem o papel de adultas e as adultas voltam à juventude. O plano das garotas, na prática, é aproximar Anna de seu interesse amoroso no colegial, Jake (Chad Michael Murray), no intuito de fazer com que ela cancele o casamento.

Divertido também para o público mais jovem, Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda fala diretamente a quem cresceu assistindo ao sucesso dos canais Disney. Por isso, piadas sobre velhice aos 30 anos tomam conta das cenas, bem como atritos entre essa geração (os Millennials) e a nova (a Geração Z). Tal maturidade permite um grau a mais de emoção, principalmente quando cada uma passa a entender o lado da outra.

Além de um belo reencontro com uma história querida, o filme mostra que tem o dizer para famílias inteiras, oferecendo boas risadas e reflexões sobre empatia.

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