Fechando o Volume 1 de Stranger Things 5, “Feiticeiro” surge como o capítulo mais grandioso da temporada até agora. O quarto episódio divide seus núcleos de forma cirúrgica e amarra, com precisão, o terror dos episódios anteriores ao ponto de virada definitivo: Vecna está mais perto do que nunca de conquistar exatamente o que quer.
Fuga desesperada das crianças capturadas
O episódio retoma o gancho direto de “A armadilha”: as crianças sequestradas pelos militares – incluindo Derek Turnbow, um dos destaques da temporada – tentam escapar enquanto o caos se espalha por Hawkins. O tom aqui é mais sombrio que o habitual, ampliando a vulnerabilidade desse grupo fora do radar dos protagonistas tradicionais.
A sequência tem ritmo de horror de sobrevivência: corredores estreitos, perseguições intensas e a sensação de que ninguém está seguro. Mesmo com o alívio que vem do atropelamento do Demogorgon na tentativa de fuga, o episódio reforça que as criaturas do Mundo Invertido estão apenas começando sua ofensiva.
Eleven e Hopper no Mundo Invertido
Paralelamente, “Feiticeiro” acelera o arco mais místico e visualmente impactante da temporada: Eleven e Hopper avançam para dentro do Mundo Invertido e descobrem mais sobre o papel de Kay, figura central na mitologia desses últimos episódios.
Vecna, mais próximo do que nunca
O episódio deixa claro que o retorno de Vecna não é apenas simbólico – ele tem um plano, está executando todas as etapas e não se preocupa mais em agir pelas sombras. Seus movimentos, cada vez mais confiantes, preparam o cenário para um apocalipse que parece inevitável.
A presença do vilão é tratada como evento: suas intervenções moldam o ritmo do episódio e reforçam a sensação de que o volume final da temporada está prestes a explodir.
Max: o retorno
Max (Sadie Sink) volta a ter peso emocional na narrativa, e “Feiticeiro” deixa claro o quanto sua recuperação, ainda incompleta, é crucial. O episódio trabalha bem o trauma, a fragilidade e a força interna da personagem, sempre em conexão com Vecna – e com o medo de que o passado possa se repetir.
Movendo o tabuleiro
“Feiticeiro” funciona perfeitamente como encerramento do Volume 1: entrega horror, revelações, conexões entre núcleos e a certeza de que ninguém está protegido.
Will assume novo papel como peça estratégica graças à sua ligação mental com o Mundo Invertido, Eleven avança em um caminho de descobertas dolorosas e Vecna toma para si o posto de ameaça total.

