Serviço brasileiro de assinatura de HQs digitais será lançado em agosto

A vida do colecionador de histórias em quadrinhos não está nada fácil, afinal, é cada vez maior o número de exemplares publicados simultânea e mensalmente por editoras diferentes, o que torna (quase) financeiramente inviável seguir todas as aventuras dos personagens favoritos. Soma-se a isto o lançamento de grandes coleções, reimpressões de sagas importantes e edições especiais, volumes que logo desaparecem das bancas de jornal, prateleiras de livrarias e dos estoques das comic shops. Entretanto, para evitar que o público se distancie dos gibis, será lançada a plataforma digital Social Comics, serviço que proporcionará aos seus assinantes um acervo inicial de 2 mil títulos.

Disponível a partir de agosto deste ano (conforme seu blog oficial e página no Facebook), o aplicativo custará R$ 19,90 por mês e promete trazer narrativas da chamada Era de Ouro (HQs clássicos, de períodos próximos à década de 1950), além de incluir novidades a cada 30 dias. Para expandir a popularidade e usabilidade do produto, a Social Comics terá suporte para web e para os sistemas iOS e Android, versatilidade que a aproxima dos principais dispositivos (celulares, tablets e computadores) comercializados atualmente.

Entre as vantagens anunciadas está a gratuidade de assinatura por 14 dias, o cadastro de determinados gibis para acesso de forma off-line, navegação sem limite de tempo e a marcação de página, para o caso da leitura precisar ser interrompida. Como o nome do aplicativo sugere, haverá integração com as redes sociais, dando aos usuários a possibilidade de compartilhar seus títulos preferidos no Facebook, Twitter e Instagram, saber o que os amigos estão lendo, seguir artistas e dar notas às publicações.

Compatível com tablets e smartphones, o app irá promover o contato entre leitores e editoras. (Foto: Social Comics)

Compatível com tablets e smartphones, o app irá promover o contato entre leitores e editoras. (Foto: Social Comics)

Mas que tipo de ajuda a Social Comics poderá oferecer ao mercado de quadrinhos do Brasil? Considerando que Marvel Unlimited e Comixology (que reúne obras da Marvel e DC Comics) – serviços similares – já se encontram no catálogo das maiores lojas de aplicativos, a plataforma tem como trunfo a ferramenta de Business Intelligence (BI), que fornece informações sobre o desempenho das revistas para as editoras. Tendo este feedback, as empresas serão capazes de avaliar se há a necessidade de republicar certo gibi e ainda testar a receptividade de novas HQs.

Para o artista independente, a Social Comics permite a divulgação de trabalhos sem demandar investimentos iniciais e os ganhos do autor serão baseados na performance de seu material. Ou seja, é uma maneira de testar formatos de histórias em quadrinhos (produções underground e de vanguarda terão espaço), não depender de distribuidoras ou mediadores e adquirir argumentos para abrir negociação com as editoras.

A princípio, a Social Comics tem Devir, Mythos, Draco, JBC, Europa, Marca de Fantasia, Paco’s e Instituto dos Quadrinhos como fornecedores de conteúdo.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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