Primeiras impressões: Stargirl é drama adolescente com heróis da Era de Ouro

Com o encerramento de Arrow e as incertezas em torno do futuro de Monstro do Pântano, a série Stargirl é a principal aposta da DC Comics para renovar seu repertório de adaptações, tendo já estreado no catálogo do serviço DC Universe e na programação do canal norte-americano The CW. Focada na personagem criada por Geoff Johns, em 1999, para a HQ Stars and S.T.R.I.P.E., a produção aposta num leve tom adolescente, situado numa cidade pacata, para desdobrar os conflitos entre os heróis da Sociedade da Justiça e os vilões da Liga da Injustiça.

Sob o comando de Johns e Greg Berlanti (um dos construtores do Arrowverse), o título introduz Courtney Whitmore (Brec Bassinger, de Bella e os Bulldogs), jovem que se muda a contragosto para a pequena Blue Valley, por conta do casamento de sua mãe, Barbara (Amy Smart, de Efeito Borboleta), com Pat Dugan (Luke Wilson, de Legalmente Loira). O que a menina ainda não sabe é que por trás de toda a simpatia de Dugan está o fato de que, no passado, ele foi o ajudante de Starman (Joel McHale, de Community), conhecido como “Stripesy”.

Cena de Stargirl com Brec Bassinger

Nos quadrinhos publicados no Brasil, a personagem ficou conhecida como Sideral. (Foto: DC)

Em seu piloto, o seriado indicou que trabalhará 3 pontos principais. O primeiro é a readaptação de Courtney Whitmore a uma nova cidade, onde precisará se enturmar na escola e encontrar seu lugar, o que a líder de torcida Cindy Burman (Meg DeLacy, de Os Fosters: Família Adotiva) deve tentar atrapalhar. Outro ponto da história é a resistência da menina contra Pat, uma vez que a protagonista ainda espera encontrar seu pai biológico. Além disso, Courtney lida com o seu irmão postiço caçula, Mike (Trae Romano, de Little Ghosts).

Mas, é nos intervalos dos conflitos familiares que as coisas ficam mais interessantes. Acontece que uma década atrás, a Sociedade da Justiça foi massacrada pelos membros da Liga da Injustiça e, em seus últimos suspiros, Starman deixou Dugan encarregado de encontrar alguém para substitui-lo como portador do Cajado Cósmico, item de poder alienígena. Então, é aí que a personalidade forte de Courtney Whitmore e suas extraordinárias habilidades com ginástica artística a colocam no caminho direto para se tornar a nova super-heroína do pedaço.

Imagem do robo S.T.R.I.P.E. em Stargirl

Pat Dugan construiu um novo traje robótico chamado de F.A.I.X.A. (Foto: DC)

Como de praxe, é claro que o surgimento da defensora chama a atenção dos malvados, um núcleo composto por Onda Mental (Christopher James Baker, de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.), Geada (Neil Jackson, de Bem-vindos a Marwen), Rei Dragão (Nelson Lee, de Mulan), Mestre dos Esportes (Neil Hopkins, de Lost), Tigresa (Joy Osmanski, de Duncanville) e Jogador (Eric Goins, de Policial em Apuros). A promessa aqui é de suspense, pois, Courtney Whitmore precisará se firmar como Stargirl ao mesmo tempo que deve identificar os vilões num cenário que mal conhece.

Esbanjando vivacidade, otimismo e inocência que só uma heroína adolescente poderia ter, a atração aposta em visuais coloridos, cenários bonitos e trilha sonora leve para construir sua atmosfera jovem e renovadora. Ao mesmo tempo, Stargirl nos dá a oportunidade de ver em live-action personagens clássicos da Era de Ouro dos Heróis, como Starman, Homem-Hora, Pantera e Doutor Meia-Noite. Em uma fotografia no arquivo de Pat Dugan ainda são vistos Gavião Negro, Senhor Destino e muitos outros, algo que abre vastas possibilidades para o futuro da série.

Diante de tudo isso, podemos dizer que o programa começou com o pé direito.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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