Perdidos no Espaço: 1ª temporada traz mais perigos para Família Robinson

Perdidos no Espaço é uma das séries mais cultuadas da TV. Ao longo de três temporadas, transmitidas nos EUA entre 1965 e 1968, o programa pavimentou o caminho pelo qual passaria Star Trek e se tornou cult ao mostrar os dramas da Família Robinson a bordo da nave Jupiter 2. Escolhida para representar a humanidade como pioneira na colonização do planeta Alpha Centauri, a tripulação se perde no espaço por uma tentativa de sabotagem do Dr. Smith, que fica preso com eles na nave.

Caracterizada pelo robô que sempre repetia a frase “Perigo, Will Robinson”, a série ainda recebeu uma releitura para o cinema em 2000, com direito a William Hurt, Gary Oldman e Matt LeBlanc – em seu primeiro papel no cinema depois do sucesso como Joey, em Friends.

A saga investe em dramas pessoais e familiares. (Foto: Netflix)

Em 2019, chegou a vez da Netflix entregar sua versão de Perdidos no Espaço. Contudo, da série original ficaram apenas os nomes dos personagens e nave. O serviço de streaming criou uma trama que resgata elementos do longa para cinema, como os conflitos da família, principalmente a distância entre pai e filho – pelos anos de ausência do primeiro – e inseriu novos personagens para construir uma história totalmente nova e verossímil, com base na ideia de colonização interplanetária.

Sim, os Robinson ainda precisam chegar em Alpha Centauri, mas o motivo é outro. A queda de um asteroide conhecido como Estrela de Natal, contada em flashbacks, tornou difícil a vida na superfície da Terra e isso só apressou os planos de partida da Resolute, uma supernave que levará os que passarem em uma bateria de testes psicológicos e de QI para o novo lar da humanidade.

A aventura começa

O que já parecia uma aventura por si só piora quando a Resolute precisa ser evacuada por conta de um estranho ataque. Os colonos são forçados a embarcar em suas naves familiares equipadas com tudo que é preciso para colonizar um planeta. Maureen (Molly Parker, de House of Cards), John (Toby Stephens, de 007 – Um Novo Dia para Morrer), Judy (Taylor Russel, de Falling Skyes), Penny (Mina Sundwall, de Maggie tem um Plano) e Will Robinson (Maxwell Jenkins, de Sense 8) acabam indo parar em um planeta que parece amigável. Mas nem tudo é o que aparenta.

Enquanto procuram por outros colonos sobreviventes, os Robinson lidam com as adversidades do planeta e Will, o caçula retraído da família faz o primeiro contato com uma raça alienígena: um robô dividido em duas partes próximo de sua nave destruída. Will ajuda o autômato a se reconstruir e passa a ser seguido por ele, que se torna o companheiro e eventual guarda-costas da família, gerando desconfiança nos outros colonos.

E isso desperta a cobiça da Dra. Smith (Parker Posey, de The Good Wife), uma vigarista sociopata que tomou a identidade de outra pessoa para estar a bordo da Resolute e chega ao planeta ao pegar carona em uma Jupiter roubada pelo mecânico Don West (Ignacio Serricchio, de Bones), que atuava contrabandeando itens para a nave.

Logo, a dupla passa a integrar a equipe principal. Enquanto Don se mostra cada vez mais útil e entrosado com a família, Smith calcula friamente seus movimentos para se apossar do robô.

Expansão espacial

Com planeta estranho, robô alien e Dra. Smith gerando assunto para a primeira temporada, a série se desenvolve em um bom ritmo e apresenta várias subtramas que fazem seus 10 episódios passarem rápido. Principalmente os últimos.

A inserção de outras pessoas em volta dos Robinson também dá boa dinâmica, uma vez que suas escolhas impactam diretamente na chega ou não da raça humana a outros planetas, expandindo o conceito de exploração espacial, que era o mote da série dos anos 1960.

E ainda há espaço para dramas familiares e boas reviravoltas, mostrando que tudo pode acontecer nesta e nas próximas temporadas de Perdidos no Espaço. Mas uma coisa é certa: o perigo é constante. E não só para Will Robinson.

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Carlos Bazela

Carlos Bazela

Jornalista e leitor compulsivo, gosta de cerveja, café e chá preto não necessariamente nessa ordem. Fã de boas histórias, principalmente daquelas contadas por meio de desenhos e balões.

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