Marathon: aposta ousada em um futuro colorido e perigoso

Marathon: aposta ousada em um futuro colorido e perigoso
Foto: Bungie/Divulgação

Depois de anos vivendo sob a sombra de Destiny, a Bungie finalmente colocou as mãos na massa com o teste de Marathon. Não é apenas um “reboot” do clássico de 94, mas uma tentativa de fincar bandeira no disputado gênero de Extraction Shooters (atiradores de extração).

Identidade visual: ame ou odeie

O primeiro impacto é estético. Esqueça o visual militarista sujo de Tarkov ou o futurismo gasto de outros jogos. Marathon aposta no “Cyberpunk Minimalista”:

Cores vibrantes: grandes blocos de cores sólidas e contrastantes.

Design dos corredores: os personagens (Corredores) parecem modelos de alta costura robótica.

O veredito: é um visual que divide a comunidade. Para alguns, é artístico e refrescante; para outros, a simplicidade visual pode afastar quem busca fotorrealismo.

Onde a Bungie não erra: o tiroteio

Se tem algo que esse teste provou é que a “magia” da Bungie continua lá.

Gunplay impecável: cada arma passa uma sensação de peso e impacto única. Atirar é satisfatório e preciso.

Time to Kill (TTK): o equilíbrio parece no ponto. Os confrontos são rápidos, mas permitem que um jogador habilidoso consiga reagir a uma emboscada se tiver bons reflexos.

    Problemas no horizonte

    Nem tudo são flores em Tau Ceti IV. O jogo enfrenta desafios claros que precisam de atenção:

    IA Genérica: enquanto rivais como Arc Raiders entregam inimigos robóticos que realmente intimidam, os robôs de Marathon parecem mais “esponjas de dano” sem muita tática, servindo apenas como obstáculo para o PvP.

    Interface Confusa (UI/UX): o gerenciamento de inventário é um pesadelo visual. Ícones muito parecidos e excesso de modificadores de armas tornam a organização do baú uma tarefa cansativa em vez de estratégica.

    Barreira de Entrada: por não ser um jogo gratuito, ele carrega o peso de ter que provar seu valor constantemente para manter uma base de jogadores ativa em um mercado saturado.

    Interessante para quem curte

    Marathon tem algo que muitos jogos atuais não têm: personalidade. Ele não tenta copiar ninguém visualmente, e a estrutura de facções com contratos sazonais promete dar um motivo real para os jogadores voltarem todo dia.

    O sucesso vai depender da velocidade da Bungie em ouvir a comunidade. Se corrigirem a interface e derem mais “vida” aos inimigos controlados pelo computador, o jogo tem tudo para ser o novo vício de quem busca um shooter tático com estilo de sobra.

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