Little Brother: o besteirol que nunca morreu e ainda diverte

Foto: Netflix

Existe um tipo de comédia que parecia ter ficado presa nos anos 2000, mas que, bem de vez em quando, resolve voltar para provar que ainda tem seu público. Little Brother é exatamente esse tipo de filme. Uns vão amar, outros vão odiar, mas há uma regra importante para apreciá-lo: não levar a sério.

A produção abraça sem vergonha o espírito dos grandes besteirol das décadas passadas. O sexo é tratado de forma espalhafatosa, a violência cômica abraça o pastelão e as escolhas de roteiro são tão absurdas que, em vários momentos, a única reação possível é se perguntar: “por quê?!?”. E, curiosamente, essa parece ser justamente a intenção.

Um “Little Brother” de uma nova geração

A trama acompanha um corretor imobiliário metódico e certinho, interpretado por John Cena, que sempre viveu à sombra do irmão mais velho, que é muito mais bem-sucedido. Sua vida vira de cabeça para baixo quando aparece Marcus, personagem vivido por Eric André, que foi seu “irmão maís novo” durante alguns dias em um projeto comunitário quando ambos eram crianças – uma experiência da qual ele mal se lembrava. Marcus, entretanto, ainda leva isso muito a sério.

É justamente da diferença entre os protagonistas que nasce o humor de Little Brother. John Cena continua mostrando porque encontrou seu espaço definitivo na comédia, funcionando como o homem sério cercado pelo caos. Já Eric André entrega exatamente o tipo de humor sem filtro e completamente sem noção que marcou sua carreira, transformando qualquer situação comum em um completo desastre. A dupla possui uma química divertida, e o filme sabe equilibrar esses dois estilos de humor durante praticamente toda a história.

Afinal, não há muito mais o que dizer sobre Little Brother – e isso não é necessariamente algo ruim. O filme sabe exatamente o que quer ser: uma comédia despretensiosa, exagerada e que beira o absurdo. Quem entrar esperando um besteirol nos moldes daqueles que dominaram os anos 2000 provavelmente sairá bastante satisfeito. Já quem procurar lógica, sutileza ou profundidade… talvez seja melhor procurar outro filme.

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