Karatê Kid: Lendas é tributo simpático e otimista à saga

Karatê Kid: Lendas é tributo simpático e otimista à saga
Foto: Sony Pictures

O legado do Sr. Miyagi (Pat Morita), personagem base da saga de caratê mais querida da cultura pop, segue rendendo ótimas histórias após seu início em 1984. Nos últimos anos, coube à série Cobra Kaispin-off que durou 6 temporadas – manter a história em alta com novos acontecimentos e personagens. Com Karatê Kid: Lendas, a franquia ganha mais um capítulo nos cinemas, celebrando sua própria mitologia, sem deixar de entregar uma aventura vibrante e cheia de desafios.

Lançado pela Sony Pictures, o longa dirigido por Jonathan Entwistle, conhecido por I Am Not Okay with This e The End of the F***ing World, tem sua trama posterior a Cobra Kai, tornando cânone tudo que ocorre no seriado. A versão de Karate Kid de 2010, estrelada por Jaden Smith, como Dre Parker, e Jackie Chan, como Sr. Han, são incorporados à saga de forma inteligente e incontestável. Pode parecer muito para assimilar, mas Karatê Kid: Lendas junta caratê ao kung fu sem dificuldades.

Novo começo

No roteiro de Christopher Murphey e Robert Mark Kamen, dupla que assinou as tramas de outros filmes da franquia, destaque para Li Fong (Ben Wang), aluno do Sr. Han na China. O menino lida com o trauma causado pela perda de seu irmão, envolvido em uma briga com outros lutadores. Além disso, o protagonista está de mudança para EUA com sua mãe, vivida por Ming-Na Wen (Agents of S.H.I.E.L.D.). Assim como aconteceu a Dre Parker, a mudança de cenário traz alguns problemas.

Na adaptação a Nova York, Fong descobre que a cidade pode ser acolhedora como o vizinho Victor (Joshua Jackson) e sua filha, Mia (Sadie Stanley), ou hostil como os membros da academia Demolition.

Chamado à luta

À medida que o filme apresenta um retrato de NY como uma cidade viva, cheia de cores de movimento, a narrativa constrói seu conflito. Na prático, isso é introduzido pela descoberta de que Victor deve dinheiro a agiotas e que está apostando tudo numa luta que marca seu retorno aos ringues de boxe. É interessante ver outros estilos de luta sendo trazidos ao universo de Karatê Kid, bem como a inversão de papéis – por um momento, o adolescente se torna o sensei do adulto.

No entanto, Li Fong também é chamado ao combate e, desta vez, para o torneio dos 5 Bairros. Seu adversário é o ex-namorado de Mia, Connor (Aramis Knight). Aqui, a produção não se aprofunda em uma grande rivalidade, nem fundamenta o vilão da vez – e nem precisa. Afinal, não há como competir contra Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka).

Velhos conhecidos

A noção de que há uma competição urbana de artes marciais empolga, funcionando tão bem quanto o romance entre Li Fong e Mia. Nostalgia para quem cresceu ouvindo Glory of Love, de Peter Cetera. A principal atração do novo Karatê Kid é a presença de suas lendas. Se, num primeiro momento, temos Sr. Han de volta para preparar o protagonista, a participação de LaRusso dá um peso a mais à obra, embora o tenhamos visto meses atrás no final de Cobra Kai.

No fim das contas, o lançamento oferece uma visão dinâmica sobre os dois braços da saga, mantendo o carisma tradicional dos filmes e da série, além de levar o legado do caratê/kung fu a novos lugares e personagens. Ou seja, uma expansão respeitosa da franquia amada por gerações.

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