Há 24 anos, Ridley Scott lançava um clássico dos cinemas que, estrelado por Russell Crowe e Joaquin Phoenix, conquistou 5 estatuetas do Oscar. Agora, o aclamado diretor convida o público para voltar à Roma Antiga e tomar seus lugares no Coliseu, pois uma nova batalha se apresenta em Gladiador 2.
Lançamento da Paramount Pictures, a produção tem sua história iniciada 16 anos após a morte do imperador Marcus Aurelius (interpretado por Richard Harris no original).
Com isso, o Império foi governado pelos cruéis gêmeos Geta (Joseph Quinn) e Caracalla (Fred Hechinger), cujo desejo por expandir seus domínios não encontra limites. Este objetivo se torna possível graças às habilidades de sua mão de ferro, o general Marcus Acacius (Pedro Pascal).
Legado de vingança
Filho de Maximus (Crowe) com Lucilla (Connie Nielsen, que retorna ao papel), uma das filhas de Marcus Aurelius, Lucius (Paul Mescal) é encontrado na Numídia, no norte da África, vivendo com sua esposa, Arishat (Yuval Gonen). O rapaz, que adotou o nome de Hanno para não ser reconhecido, se tornou um guerreiro de excelência, demonstrando ter herdado o sangue do pai.
No entanto, a vida pacata que o protagonista conseguiu para si é interrompida quando seu novo lar vira alvo das tropas de Marcus Acacius. O resultado disso é captura de Lucius como escravo de Roma.
Luta pela liberdade
A chance de Lucius em se rebelar surge quando ele é comprado por Macrinus (Denzel Washington). Este personagem emblemático costuma investir em gladiadores, oferecendo o espetáculo de violência que faz o povo vibrar e ambicionando circular entre a cúpula política. Para Lucius, as manipulações de Macrinus no Senado pouco importam, desde que ele cumpra sua promessa de promover uma luta contra o general.
Tão brutal e mais complexo
Com 2h28 de duração, Gladiador 2 é criativo ao transformar o Coliseu em uma espécie de “Jogos Vorazes“, trazendo de um rinoceronte a tubarões, além de bons confrontos mano a mano.
O arco de Lucius, por mais que pareça previsível, empolga em cada vitória, cada desafio que ele faz ao Império. Além disso, é interessante observar como o longa tira Marcus Acacius do posto de “vilão clichê” ao explicar seus conflitos e propósito – isso foi, sinceramente, inesperado.
Por fim, vale destacar o personagem magistralmente vivido por Denzel Washington. Ele não é um guerreiro, não possui um exército, mas ainda assim consegue se mostrar um perigo ao Império Romano.
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