Toy Story 5 atualiza a franquia para uma geração conectada

Jean Schmidt
Toy Story 5 atualiza a franquia para uma geração conectada
Foto: Disney/Pixar

Finalmente, nesta quinta-feira (18), Toy Story 5 chega aos cinemas abordando uma temática que se faz cada vez mais presente nos dias de hoje: o vício em telas. O lançamento da Disney e Pixar nos trás o impacto que a chegada precoce de tecnologia na vida das crianças pode ter.

O filme acerta em explorar esse impacto de forma ampla, mostrando um lado negativo, porém, reconhecendo que existem aspectos em que a tecnologia tem seu valor. Bonnie é uma menina que brinca, mas tem vergonha de falar com outras crianças. Essa realidade se torna ainda mais dura para ela quando percebemos que a maior parte da garotada não está brincando, passando o tempo em dispositivos eletrônicos. 

Assim entra em cena a Lilypad, um tablet com acesso à internet projetado para crianças. O primeiro benefício do dispositivo é acompanhado também de um sintoma negativo. Bonnie consegue se conectar com outras crianças, realizando seu maior desejo, mas isso faz com que ela não desgrude do aparelho.

Mesmo quando Bonnie encontra suas novas amigas no mundo real, o dispositivo precisa estar presente, mostrando que não há conexão sem a Lilypad como intermediário. Ainda mais profundamente, percebemos que existe o medo da rejeição e o julgamento de tudo aquilo que é diferente por parte das crianças. 

Dessa forma, vamos vendo que com o passar do tempo, Bonnie não é mais a mesma criança alegre que era quando brincava. Assim, cabe aos brinquedos que, agora ficaram totalmente esquecidos, tomar uma atitude para cumprir sua missão de fazê-la feliz novamente.

O protagonismo de Jessie

É aqui que o longa ganha o seu tom mais emocionante. Apesar de contarmos com a presença da dupla Woody e Buzz, Jessie é quem assume a liderança na luta contra a Lilypad. 

Mesmo essa situação tocando todos os brinquedos, que vão parar em uma caixa na garagem, ela impacta especialmente a boneca que já teve que lidar com o abandono de sua antiga criança. Esse sentimento é o combustível que a faz odiar a tecnologia e reunir todas as forças para tirar o tablet da vida de Bonnie.

No desenrolar da trama, Jessie acaba parando na sua antiga casa onde encontra a criança Blaze, que também gosta de brincar. A princípio contrariada, ela forma um time com brinquedos eletrônicos, estes ainda mais antigos que os dispositivos digitais, com intuito de unir Bonnie e a nova criança. 

É nesse momento que a tecnologia se faz necessária. Apesar do uso excessivo ter levado Bonnie a criar amizades tóxicas, o contato certo pode fazer ela conhecer a amiga certa para brincar. E cabe à Lilypad tornar esse contato possível.

Assim, o título acerta por explorar de forma profunda os impactos negativos da tecnologia na vida das crianças, mas mostra que, com o propósito certo e o monitoramento necessário, ela pode ser uma ferramenta poderosa de socialização e conexão. 

Confira o trailer oficial de Toy Story 5:

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