“Tempo de Carnificina” é upgrade à saga de Venom

“Tempo de Carnificina” é upgrade à saga de Venom

O Protetor Letal está de volta! Criado nos quadrinhos como vilão do Homem-Aranha, o simbionte faminto por cérebros acabou promovido a anti-herói e retorna às telonas com Venom: Tempo de Carnificina (Venom: Let There Be Carnage, EUA, 2021), que estreia nos cinemas na quinta-feira (7). Agora, o brucutu alienígena encara um novo páreo à altura, isto é, o serial killer Cletus Kasady (Woody Harrelson, de True Detective) e sua sede de vingança.

Com um total upgrade para a saga de Eddie Brock (Tom Hardy, de Mad Max: Estrada da Fúria), o longa lançado pela Sony Pictures conta com a direção de Andy Serkis (Uma Razão Para Viver) e a presença do incontrolável Carnificina – alter ego de Kasady. Trazendo um dos mais terríveis inimigos do herói aracnídeo, o filme se torna mais sério e violento do que o anterior – fazendo valer a aposta no confronto entre os trajes extraterrestres e seus hospedeiros.

Como principal referência, a produção se espelha na saga de HQs Carnificina Total, escrita por David Michelinie, J.M. Dematteis, Tom Defalco e Terry Kavanagh, tendo como maior atrativo a fuga de Kasady do corredor da morte e sua união com Shriek (Naomie Harris, de Rampage: Destruição Total). A novidade é a presença do policial Patrick Mulligan (Stephen Graham, de Boardwalk Empire), que nos quadrinhos acaba se tornando o simbionte Toxina.

Entre tapas e beijos

Neste filme, cujo roteiro é assinado por Kelly Marcel (Cruella) e o astro Tom Hardy, o público acompanha Eddie Brock em Crise com Venom, tendo que passar mais tempo usando suas habilidades de repórter investigativo para desvendar a mente de Kasady do que transformado no monstrengo escalador de paredes. Essa “crise no relacionamento” rende momentos divertidos, bem como parcerias inusitadas para o simbionte protagonista da produção.

Na curta duração de 1h37 – que parece pouco para o que a história poderia render –, também se pode ver algum progresso na relação entre Brock, Venom e Anne Weying (Michelle Williams, de Dawson’s Creek), a ex-esposa que está prestes a se casar com o médico Dan Lewis (Reid Scott, de Vice). Como se não bastasse a dupla de vilões à solta, Brock lida com as questões do coração em sua tentativa de impedir que a moça o esqueça de vez.

Indicado para quem se divertiu com o primeiro longa, Venom: Tempo de Carnificina mantém sua fórmula original, adicionando ingredientes interessantes e muito próximos dos quadrinhos do personagem, tornando esta uma atração ideal para se curtir despretensiosamente – mas também cada vez mais próxima do Homem-Aranha de Tom Holland.

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