Sessão Retrô: Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982)

Um dos maiores clássicos do gênero de ficção científica, Blade Runner, o Caçador de Andróides (Blade Runner, EUA/Hong Kong/Reino Unido, 1982) ousou imaginar o mundo além dos anos 2000, mesmo tendo seu lançamento no início da década de 1980. Do diretor visionário Ridley Scott (Alien – O Oitavo Passageiro), o filme mostrava um cenário pós-apocalíptico estabelecido em novembro de 2019, período no qual a humanidade passou a usar como escravos os robôs humanoides (chamados de “replicantes”), que, por sua vez, se rebelaram contra os seus criadores e proprietários – tornando-se ilegais e perseguidos pelas autoridades.

Rick Deckard realiza o teste Voight-Kampff para determinar se um indivíduo é humano ou replicante. (Foto: Warner)

Indicado ao Oscar em 1983, o longa conta com o jovem Harrison Ford (Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança) no centro da trama, interpretando o caçador de androides Rick Deckard. Designado por Harry Bryant (M. Emmet Walsh, de O Casamento do Meu Melhor Amigo) – o capitão da Unidade Caçadora de Androides da Polícia de Los Angeles –, Deckard assume a contragosto a missão de encontrar e eliminar (ou “retirar”) os replicantes Roy Batty (Rutger Hauer, de A Morte Pede Carona), Leon Kowalski (Brion James, de O Quinto Elemento), Pris Stratton (Daryl Hannah, de Kill Bill: Volume 1) e Zhora Salome (Joanna Cassidy, de Uma Cilada Para Roger Rabbit).

Replicante, Roy Batty quer contestar seu criador sobre sua vida útil de 4 anos. (Foto: Warner)

Com 1h57 de duração, a obra acompanha as investigações de Rick Deckard sobre o paradeiro dos replicantes modelos Nexus 6, que escaparam de uma colônia humana fora da Terra, deixando um rastro de morte em sua fuga desenfreada. Na sua jornada, sempre observada pelo oficial Gaff (Edward James Olmos, de Battlestar Galactica), Deckard chega à fábrica de replicantes Tyrell Corporation, comandada pelo genial cientista Dr. Eldon Tyrell (Joe Turkel, de O Iluminado). É nessa busca que Deckard tem um encontro com Rachael (Sean Young, de Ace Ventura – Um Detetive Diferente), uma androide que lhe faz questionar se os seus alvos são apenas produtos defeituosos.

Rachael tem memórias implantadas, algo que lhe faz duvidar sobre sua origem. (Foto: Warner)

Baseado no livro Do Androids Dream of Electric Sheep?, publicado pelo escritor norte-americano Philip K. Dick em 1968, Blade Runner, o Caçador de Andróides tem sido modelo para diversas produções multimídia devido à sua elaborada história sci-fi e estética futurista detalhada, assim como também inspirou o que se viu a seguir nos ramos da moda, arquitetura e tecnologia. Além disso, o filme de Ridley Scott provocou perguntas como “o que é ser humano?”, uma vez que os replicantes caçados por Deckard eram capazes de pensar, desenvolver sentimentos e temer a própria morte – assim como fazemos todos nós.

Em Blade Runner, os policiais se locomovem com carros voadores chamados Spinner. (Foto: Warner)

Fica a expectativa para que reflexões e novidades trará Blade Runner 2049, que estreia nos cinemas em 5 de outubro.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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