O sétimo capítulo da franquia iniciada por Pânico (1996) tenta se apoiar no legado da série para seguir em frente. Dirigido por Kevin Williamson, criador da história original, o longa coloca novamente Sidney Prescott no centro da narrativa, vivida por Neve Campbell.
Depois de dois filmes focados em uma nova geração, o roteiro volta a acompanhar a sobrevivente clássica da saga enquanto um novo Ghostface inicia uma sequência de assassinatos. A trama ainda reúne personagens conhecidos e novos rostos, mas o resultado acaba sendo menos consistente do que o visto nos capítulos anteriores.
A ausência da nova protagonista
Uma das diferenças mais perceptíveis em relação aos filmes recentes é a ausência de Sam Carpenter, interpretada por Melissa Barrera, e de sua irmã Tara, personagem de Jenna Ortega.
Nos dois longas anteriores — Pânico (2022) e Pânico VI (2023) — as duas conduziam o arco principal da história, funcionando como a nova geração da franquia.
Sem essa dupla, o filme tenta reconstruir seu núcleo central. O retorno de Sidney traz uma conexão direta com o passado da saga, mas a mudança também altera a dinâmica criada nos capítulos mais recentes.
Elenco jovem pouco explorado
O longa também apresenta novos personagens que poderiam renovar a franquia. Entre eles estão nomes como Isabel May, Mckenna Grace e Celeste O’Connor, que integram o grupo de jovens ligados ao novo mistério.
Apesar do potencial do elenco, o roteiro não aproveita totalmente essas figuras. Muitos personagens acabam servindo apenas como peças dentro da investigação ou como possíveis suspeitos, sem espaço para desenvolvimento mais profundo.
Essa limitação reduz o impacto de algumas reviravoltas e impede que o público se conecte de forma mais forte com o novo grupo.
Vilanias com motivações superficiais
Como em todos os filmes da série, a identidade do assassino por trás da máscara de Ghostface permanece um mistério até os momentos finais.
No entanto, quando as motivações são finalmente reveladas, o resultado soa menos elaborado do que em capítulos anteriores. A franquia sempre trabalhou com explicações que misturam obsessão por filmes de terror, vingança ou desejo de notoriedade.
Neste caso, a justificativa apresentada parece simplificada e pouco desenvolvida, o que enfraquece a força dramática da revelação.
Conexões com o legado da franquia
Mesmo com essas limitações, o filme mantém algumas características clássicas da saga. O roteiro inclui referências a eventos dos capítulos anteriores e reúne personagens conhecidos como Gale Weathers, vivida por Courteney Cox.
Veredito
Ao trazer Sidney Prescott de volta, Pânico 7 tenta equilibrar nostalgia e renovação. No entanto, a história apresenta uma trama menos envolvente do que a vista nos dois filmes anteriores.
A ausência das protagonistas da nova fase da franquia pesa, o elenco jovem recebe pouco espaço e as motivações por trás dos assassinatos acabam soando superficiais.

