Missão: Impossível – Nação Secreta

Você já conhece o ator principal. O tema é famoso. E os personagens são familiares. Entretanto, Missão: Impossível – Nação Secreta (Mission: Impossible – Rogue Nation, EUA, 2015) poderá te surpreender, ao apresentar uma trama repleta de reviravoltas, com humor bem dosado e várias cenas de ação feitas com muita qualidade e realismo. Apesar de respeitar as histórias dos títulos anteriores, o quinto capítulo da franquia chega às telonas com novidades capazes de, até mesmo, cativar os públicos jovens.

Em outra parceria com o diretor Christopher McQuarrie (Jack Reacher: O Último Tiro), Tom Cruise (Minority Report: A Nova Lei) retorna ao papel do agente Ethan Hunt, líder da IMF (Força Missão Impossível). Aos 52 anos, o ator norte-americano encara mais uma Missão: Impossível, o que não lhe causa comodidade ou falta de interesse, pois Cruise parece fazer questão de demonstrar que ainda dá conta do recado.

Sem dublê! O astro Tom Cruise se pendura ao avião. (Foto: Bo Bridges)

Repare em Tom Cruise se pendurando no avião. A cena não foi feita por dublês! (Foto: Bo Bridges)

Acumulando acertos, a aventura traz Hunt numa caçada ao Sindicato, uma organização internacional que recruta espiões e soldados dados como mortos para incitar guerras, alimentar crises geopolíticas e eliminar os adversários de Solomon Lane (Sean Harris, de Prometheus), ex-membro da inteligência britânica. Para Hunt, a única forma de evitar a extinção da IMF é encontrar provas que confirmem a existência do grupo.

Como não poderia ser diferente, juntam-se à operação Luther Stickell (Ving Rhames, de Pulp Fiction), Benji Dunn (Simon Pegg, de Chumbo Grosso) e William Brandt (Jeremy Renner, de Vingadores: Era de Ultron), aliados arrebanhados pelo protagonista após quase 20 anos de Missão: Impossível. Deste modo, Stickell funciona como o expert em rastreamento e táticas, Benji (o alívio cômico) toma conta da parte tecnológica e Brandt atua como um contraponto de Hunt na equipe.

Enquanto tem de lidar com o Sindicato, que representa o exato oposto da força-tarefa Missão Impossível, Ethan Hunt vê em Ilsa Faust (Rebecca Ferguson, de The White Queen) uma rival à altura e/ou parceira ideal (os interesses deles mudam e convergem). Aliás, é com a personagem que a trama obtém pique renovado e seus momentos mais tensos, graças ao  trabalho competente de Rebecca Ferguson.

Ilsa Faust (Ferguson) é uma agente tão letal quanto Ethan Hunt (Cruise). (Foto: Paramount Pictures)

Ilsa Faust (Ferguson) é uma agente tão letal quanto Ethan Hunt (Cruise). (Foto: Paramount Pictures)

Num filme que tem uma “missão impossível” apenas como aquecimento para o clímax, não há o insistente apego ao passado, mas, sim, a certeza de que há fôlego e repertório para a continuação da franquia.

Missão: Impossível – Nação Secreta faz um longa-metragem de ação voltar a ser eletrizante e divertido.

Missão: Impossível – Nação Secreta estreia nesta quinta-feira (13/08).

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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