A série Lanternas apresentou uma nova versão dos Caçadores Cósmicos, seres artificiais que ocupam uma posição importante na história da Tropa dos Lanternas Verdes. Nos quadrinhos da DC, eles foram criados pelos Guardiões do Universo como sua primeira força policial intergaláctica.
Conhecidos originalmente como Manhunters, os Caçadores deveriam proteger os diferentes setores do universo sem sofrer a influência das emoções. A tentativa de estabelecer uma justiça completamente imparcial, entretanto, terminou em rebelião e genocídio.
Caçadores existiam antes dos Lanternas Verdes
Antes de criarem os anéis de poder, os Guardiões desenvolveram um exército de androides para combater criminosos pelo cosmos. Fortes, resistentes e equipados com armas energéticas, os Caçadores seguiam uma programação rígida, representada pelo lema “Nenhum homem escapa dos Caçadores”.
A ausência de emoções deveria impedir que fossem corrompidos, mas também eliminou qualquer possibilidade de empatia ou interpretação moral. Os robôs passaram a cumprir suas ordens de maneira absoluta e, dependendo da versão da história, concluíram que os próprios seres vivos eram responsáveis pela desordem do universo.
A maior atrocidade cometida pelo grupo aconteceu no Setor 666. Os Caçadores exterminaram quase toda a população da região, deixando somente cinco sobreviventes. Conhecidos posteriormente como as Cinco Inversões, eles passaram a odiar os Guardiões pela criação das máquinas responsáveis pelo massacre.
Entre os sobreviventes estava Atrocitus, personagem que mais tarde fundaria a Tropa dos Lanternas Vermelhos. A tragédia ajuda a explicar tanto sua revolta contra os Guardiões quanto a força da raiva que alimenta seu anel vermelho.
Fracasso levou à criação da Tropa
Depois de perderem o controle sobre os Caçadores, os Guardiões decidiram abandonar o projeto. Para substituí-los, fundaram a Tropa dos Lanternas Verdes, recrutando seres vivos capazes de combinar força de vontade, discernimento e responsabilidade moral.
Os Caçadores sobreviventes interpretaram a decisão como uma traição. Eles passaram a considerar os Lanternas seus substitutos e se tornaram inimigos recorrentes da Tropa. Parte do exército estabeleceu uma base em Biot, planeta localizado no Setor 3601, onde os androides reconstruíram suas forças.
Em diferentes fases dos quadrinhos, os Caçadores demonstraram força sobre-humana, voo, sensores avançados, resistência, capacidade de autorreparo e domínio de armas energéticas. Algumas versões também conseguem compartilhar informações e produzir novas unidades.
A organização ganhou ainda mais poder quando Hank Henshaw, o Superciborgue, assumiu a posição de Grande Mestre. Com acesso à tecnologia kryptoniana, ele aprimorou os Caçadores e os utilizou em seus planos contra Hal Jordan e outros integrantes da Tropa.
Caçadores infiltraram agentes na Terra
Uma das histórias mais conhecidas do grupo acontece em Millennium, crossover publicado pela DC em 1988. Na trama, os heróis descobrem que os Caçadores passaram anos infiltrando agentes entre familiares, amigos e aliados da comunidade heroica.
A estratégia mostrou que os inimigos não dependiam apenas de ataques físicos. Eles também conseguiam manipular pessoas, construir organizações secretas e utilizar relações de confiança para enfraquecer seus adversários.
A mitologia cósmica dos personagens começou a ser estabelecida em Justice League of America #140 e #141, lançadas em 1977. O nome Manhunter, contudo, também foi adotado por diferentes vigilantes humanos da DC, como Paul Kirk, Mark Shaw e Kate Spencer.
Os Caçadores Cósmicos não possuem ligação direta com esses vigilantes nem com J’onn J’onzz, o Caçador de Marte. Apesar da semelhança entre os nomes, são personagens com histórias e origens diferentes.
